This publication was also writen in SPANISH and PORTUGUESE.
One of the most common strategies (and one of the ones I really hate the most) used by politicians during an election year is running campaigns with stickers and flyers. Besides excessively wasting natural resources to produce extremely low-quality material (which is almost never reused as it should be), the city generally ends up even dirtier than usual in some specific areas. Not to mention the invasion of privacy, and I’ll explain it through a very systematic, didactic, and truly recent example.
Yesterday, when I was coming back from work, a neighbor from the parallel street came to ask me if she could put political campaign stickers for the candidates she supports on the walls of my house. Yes, this is a common practice around here, but one that I have always abhorred. I directly replied that no, she could not do that (even in exchange for a “political bribe”, which is also another very common strategy around here... even though it is prohibited by law).
For a few seconds she insisted, and I then had to be more assertive. I argued that besides being useless, it would dirty the wall of my house with stupid advertisements. She tried to sell me the idea that it would just be a simple favor in the name of democracy, and using that same “prerogative”, I replied that I had the right to decline the offer because of the democratic imposition she was proposing to me. Realizing that she wasn’t going to get what she wanted, she gave up.
As incredible as it may seem (and this still seems utopian to me), in many regions here in Brazil, putting stickers on any wall (even if it belongs to a private residence) is seen as a kind of “democratic act” by many people (and I take great pleasure in not being part of that group). As I mentioned earlier, this is prohibited by law; it’s just that authorities turn a blind eye because it is an attitude that does not affect rich people or public and private buildings. It's all a game of vested interests that has been going on for decades.
In the middle of the 21st century it is incredible to realize how minimally educated people (educationally speaking) “deliberately sell themselves” for such a low price, and to people who will discard them before the elections even come to an end. In this episode, I played the role of the “annoying neighbor”, and I have to confess that I am very proud to take on this kind of protagonism. The right to vote is an important achievement, but it becomes useless when the options are rotten.
Un simple favor (que no es tan simple).
Una de las estrategias más comunes (y una de las que realmente más odio) por parte de los políticos durante un año electoral, es hacer campañas con adhesivos y panfletos. Además de gastar recursos naturales en exceso para producir un material de bajísima calidad (y que casi nunca se reutiliza como debería ser), la ciudad generalmente queda aún más sucia de lo habitual en algunos puntos específicos. Eso sin contar la invasión de privacidad, y lo explicaré a través de un ejemplo muy sistemático, didáctico y realmente reciente.
Ayer, cuando estaba volviendo del trabajo, una vecina de la calle paralela vino a preguntarme si podía pegar adhesivos en los muros de mi casa con propaganda política de los candidatos que ella apoya. Sí, esta es una práctica común por aquí, pero que aborrezco desde siempre. Le respondí directamente que no, que no podía hacer eso (aunque fuera mediante un “soborno político”, que también es otra estrategia bastante común por aquí... aunque esté prohibida por ley).
Durante algunos segundos insistió, y entonces tuve que ser más incisivo. Argumenté que además de que aquello era inútil, iba a ensuciar el muro de mi casa con propagandas estúpidas. Ella intentó venderme la idea de que sería apenas un simple favor en nombre de la democracia, y usando esa misma “prerrogativa”, respondí que tenía derecho a declinar la oferta por la imposición democrática que ella me estaba proponiendo. Al darse cuenta de que no conseguiría lo que quería, desistió.
Por increíble que parezca (y esto todavía me parece utópico), en muchas regiones aquí de Brasil, pegar adhesivos en cualquier muro (aunque sea de una residencia privada) es visto como una especie de “acto democrático” por muchas personas (y me da un gran placer no formar parte de ese grupo). Como ya mencioné anteriormente, esto está prohibido por ley; solo que se hace la vista gorda porque es una actitud que no afecta a personas ricas ni a construcciones públicas y privadas. Todo es un juego de intereses que perdura desde hace décadas.
En pleno siglo XXI es increíble percibir cómo personas mínimamente instruidas (educacionalmente hablando) se “venden deliberadamente” por un precio tan bajo, y por personas que no van a descartarlas incluso antes de que las elecciones lleguen a su fin. En este episodio, hice el papel del “vecino aburrido”, y necesito confesar que estoy muy orgulloso de asumir este tipo de protagonismo. El derecho a votar es una importante conquista, pero se vuelve inútil cuando las opciones son podridas.
Um simples favor (que não é tão simples).
Uma das estratégias mais comuns (e uma das que eu realmente mais odeio) por parte dos políticos durante um ano eleitoral, é fazer campanhas com adesivos e panfletos. Além de gastar recursos naturais em demasia para produzir um material de baixíssima qualidade (e que quase nunca é reaproveitado como deveria ser), a cidade geralmente fica ainda mais suja do que o de costume em alguns pontos específicos. Isso sem contar a invasão de privacidade, e vou explicar através de um exemplo muito sistemático, didático e realmente recente.
Ontem, quando eu estava voltando do trabalho, uma vizinha da rua paralela veio me perguntar se ela poderia adesivar os muros da minha casa com propaganda política dos candidatos que ela defende. Sim, essa é uma prática comum por aqui, mas que eu abomino desde sempre. Eu diretamente respondi que não, que ela não poderia fazer isso (ainda que mediante sobre “suborno político”, que também é outra estratégia bem comum por aqui... ainda que proibida por lei).
Por alguns segundos ela insistiu, e eu então tive que ser mais incisivo. Argumentei que além daquilo ser inútil, iria sujar o muro da minha casa com propagandas estúpidas. Ela tentou me vende a ideia de que seria apenas um simples favor em nome da democracia, e usando essa mesma “prerrogativa”, eu respondi que eu tinha o direito de declinar a oferta pela imposição democrática que ela estava me propondo. Percebendo que não iria conseguir o que queria, ela desistiu.
Por incrível que pareça (e isso ainda me parece utópico), em muitas regiões aqui do Brasil, adesivar um muro qualquer (ainda que seja de uma residência privada) é visto como uma espécie de “ato democrático” por muitas pessoas (e eu tenho um grande prazer de não fazer parte desse grupo). Como já mencionei anteriormente, isso é proibido por lei; só que uma vista grossa é feita justiça por ser uma atitude que não afeta pessoas ricas ou construções públicas e privadas. É tudo um jogo de interesses que já perdura por décadas.
Em pelo século XXI é incrível perceber como pessoas minimamente instruídas (educacionalmente falando) se “vendem deliberadamente” por um preço tão baixo, e por pessoas que não vão descartá-las antes mesmo das eleições chagarem ao fim. Nesse episódio, eu fiz o papel do “vizinho chato”, e preciso confessar que tenho muito orgulho de assumir esse tipo de protagonismo. O direito de votar é uma importante conquista, mas se torna inútil quando as opções são podres.