This publication was also writen in SPANISH and PORTUGUESE.
Not ironically, it's quite sad to realize that we Brazilians need to - obligatorily - exercise our right to vote (which, without a doubt, was a great victory for society after it was officially registered in the federal constitution), having as options the worst possible ones on the “products” shelf. This is another election year around here, and the famous (or should I say infamous?) campaign season has already begun... Kicking off the contest where everyone absolutely is bad.
In any of the political positions being contested (through a massive popular vote across the country and counted by a system implemented in electronic voting machines) every single candidate has a “dirty secret” (or even more) hidden under their rugs. The circus is complete whenever the opponents meet in debates (especially those broadcast on free-to-air TV), and use this “hidden information” in a crossfire.
What should be a “strategic” moment to present their government proposals to the whole of society is almost always used by politicians to have a real “airing of dirty laundry” live, right there in front of the cameras. Personally speaking, I always have fun watching politicians “dueling”. Even though some of them do so with more elaborate language, there are always those who do not measure the weight of what they say, and simply “vomit”.
In a frequent (and more than obvious) attempt to provoke a notable destabilization in their opponents, each candidate thoroughly investigates what can be exploited in the media. This is almost a war tactic, where hitting everyone around them is the great “prize”. Where do the interests of the population stand? They themselves don’t even know, haha! All of this becomes even crazier when the legal team finds ways to “bypass” everything that by law should be prohibited.
Each “shot” exposes a new lie. Each new lie feeds more false information, which quickly “flies” across the internet. It is such a disturbing cycle that it disgusts me. The worst part is noticing that society around here has kind of normalized all of this already, and remains inert to the consequences of these acts. One of the main characteristics of society around here is having a good sense of humor, but when the future of the country is at stake, humor should give way to other aspects.
Talking about politics in a country that has (almost) always been politically polarized is exceedingly bad. Especially in recent years, when the population at large has already bought into the idea of a war between the far-left party and the far-right party. I know this is not exclusive to Brazil, but the comic atmosphere becomes dangerous when it is precisely society that chooses who will represent us politically. It’s a “chaos”.
El fuego cruzado político.
No irónicamente, es triste constatar que nosotros los brasileños necesitamos - obligatoriamente - ejercer nuestro derecho al voto (que sin dudas, fue una gran victoria de la sociedad después de que fue oficialmente registrado en la constitución federal), teniendo como opciones los peores posibles en el estante de “productos”. Este es otro año electoral por aquí, y la famosa (¿o debería decir infame?) época de las campañas ya comenzó... Dando el pistoletazo de salida a la disputa donde absolutamente todos son malos.
En cualquiera de los cargos políticos que están siendo disputados (a través de una votación popular masiva en todo el país y contabilizada mediante un sistema implementado en urnas electrónicas) todos y cada uno de los candidatos tienen un “secreto sucio” (o incluso más) debajo de sus alfombras. El circo queda completo siempre que los adversarios se encuentran en los debates (en especial, los que son transmitidos por la televisión abierta), y usan esas “informaciones ocultas” en un fuego cruzado.
Lo que debería ser un momento “estratégico” para presentar sus propuestas de gobierno a toda la sociedad, casi siempre es utilizado por los políticos para hacer una verdadera “lavada de ropa” en vivo, allí mismo frente a las cámaras. Particularmente hablando, siempre me divierto viendo a los políticos “enzarzándose”. Aunque algunos de ellos lo hagan con un lenguaje más rebuscado, siempre hay quienes no miden el peso de lo que dicen, y simplemente “vomitan”.
En un intento frecuente (y más que obvio) de provocar una notable desestabilización en sus oponentes, cada candidato investiga a fondo qué puede ser explotado mediáticamente. Esto es casi una táctica de guerra, donde alcanzar a todos a su alrededor es el gran “premio”. ¿Dónde quedan los intereses de la población? ¡Ni ellos mismos lo saben, jaja! Todo esto se vuelve aún más loco cuando el equipo jurídico encuentra maneras de “burlar” todo lo que por ley debería estar prohibido.
Cada “disparo” expone una nueva mentira. Cada nueva mentira alimenta más información falsa, y que rápidamente “vuela” a través de internet. Es un ciclo tan perturbador, que me causa asco. Lo peor es notar que la sociedad por aquí ya ha normalizado todo esto de alguna manera, y permanece inerte ante las consecuencias de estos actos. Una de las principales características de la sociedad por aquí es tener un buen humor, pero cuando lo que está en juego es el futuro del país, el humor debería dar lugar a otros aspectos.
Hablar sobre política en un país que (casi) siempre ha estado políticamente polarizado es demasiado malo. En especial, en los años recientes, donde la masa poblacional ya compró la idea de una guerra entre el partido de extrema izquierda contra el partido de extrema derecha. Sé que esto no es una exclusividad de aquí de Brasil, pero la atmósfera cómica se vuelve peligrosa cuando es precisamente la sociedad quien elige a quienes nos van a representar políticamente. Es un “caos”.
O fogo cruzado político.
Não ironicamente, é triste constatar que nós brasileiros precisamos - obrigatoriamente - exercer nosso direito ao voto (que sem dúvidas, foi uma grande vitória da sociedade depois que foi oficialmente registrado na constituição federal), tendo como opções os piores possíveis na prateleira de “produtos”. Esse é mais um ano eleitoral por aqui, e a famosa (ou deveria dizer famigerada?) época das campanhas já começou... Dando a largada pela disputa onde todos são absolutamente ruins.
Em qualquer um dos cargos políticos que estão sendo concorridos (através de uma massiva votação popular em todo o país e feita contabilizada por um sistema implementado em urnas eletrônicas) todos e quaisquer candidatos tem um “segredo sujo” (ou até mais) embaixo dos seus tapetes. O circo fica completo sempre que os adversários se encontram nos debates (em especial, os que são exibidos pela TV aberta), e usam essas “informações ocultas” num fogo-cruzado.
O que deveria ser um momento “estratégico” para apresentar suas propostas de governo para toda à sociedade, quase sempre é usado pelos políticos para fazer uma verdadeira “lavagem de roupa” ao vivo, ali mesmo diante das câmeras. Particularmente falando, eu sempre me divirto assistindo os políticos se “digladiando”. Ainda que alguns deles o façam com uma linguagem mais rebuscada, sempre há aqueles que não mensuram o peso do que falam, e apenas “vomitam.
Em uma tentativa frequente (e mais do que óbvia) de provocar uma notável desestabilização nos seus oponentes, cada candidato investiga a fundo o que ser midiaticamente explorado. Isso é quase uma tática de guerra, onde atingir todos ao seu redor é o grande “prêmio”. Onde ficam os interesses da população? Nem eles mesmos sabem, haha! Isso tudo se torna ainda mais maluco quando o time jurídico encontra maneiras de “burlar” tudo que por lei deveria ser proibido.
Cada “tiro” expõe uma nova mentira. Cada nova mentira alimenta mais informações falsas, e que rapidamente “voam” através da internet. É um ciclo tão perturbador, que me causa nojo. O pior é notar que a sociedade por aqui meio que já normalizou tudo isso, e fica inerte as consequências desses atos. Uma das principais características da sociedade por aqui é ter um bom humor, mas quanto é o futuro do país que está em jogo, o humor deveria dar lugar a outros aspectos.
Falar sobre política em um país que (quase) sempre foi politicamente polarizado é demasiadamente ruim. Em especial, nos anos recentes, onde a massa populacional já comprou a ideia de uma guerra entre o partido de extrema-esquerda contra o partido da extrema-direita. Eu sei que isso não é uma exclusividade aqui do Brasil, mas a atmosfera cômica se torna perigosa quando é justamente a sociedade quem escolhe quem vai nos representar politicamente. É um “caos”.