This publication was also writen in SPANISH and PORTUGUESE.
This year is a presidential election year here in Brazil. Now more than ever, we are experiencing a period where it seems that only two sides exist: the far right and the far left. Any side that tries to emerge between these two options is barely even considered by the vast majority of Brazilians (as an option for change), who insist on repeating the mistakes of the past (which, in reality, remain just as relevant today as they ever were decades ago). There is no irony here.
No, I am not referring here to just one single (and apparently irreconcilable) political stance, because the problem is far more complex than one might imagine. Over the decades (especially after the creation of the Federal Constitution, which not only guaranteed the right to vote but also expanded it), the seeds of polarization have already been planted and, unfortunately, they have produced terrible fruit. This is clearly visible in every electoral process.
There is a constant need to polarize choices. Alongside that, there is also a need to polarize concepts, ideas, and ways of thinking. All of this reverberates in the way people behave when faced with differing opinions that they must deal with every day (especially during election periods, of course). After all, each person holds a variety of perspectives, and all of them are connected to some kind of deeply personal point of view (not always grounded in facts).
Disagreement over every aspect that falls within these two poles is massively used as a war weapon, not only to inflate the egos of political parties (which are veritable nests of vipers), but especially to glorify the personal side of politics within the bubble that keeps this power in its hands. This is a rigged game, where the interests of the population are never - in fact - a priority. To polarize is the equivalent of fragmenting. Distinct actions that have become "synonymous".
Amid all of this arises the growing obligation to choose (and defend, at all costs) one side. There is no room for anything beyond the radical right or the radical left. Any argument will be interpreted as an act of rebellion. When, in reality, the greatest act of rebellion would be to free the country from these two extremist political camps. However, it is almost utopian to expect that to happen here, where it is politics that "governs" a people who are already exhausted from fighting.
La polarización de todo.
Este año es año de elecciones presidenciales aquí en Brasil. Ahora, más que nunca, estamos viviendo un período en el que parece que solo existen dos bandos: la extrema derecha y la extrema izquierda. Cualquier postura que intente al menos surgir entre estas dos opciones ni siquiera es considerada por la gran mayoría de los brasileños (como una opción de cambio), que insisten en repetir los errores del pasado (que, en realidad, siguen siendo muy actuales, como nunca lo fueron décadas atrás). Aquí no hay ironía.
No, no me estoy refiriendo aquí únicamente a una sola (y aparentemente irreductible) postura política, porque el problema es mucho más complejo de lo que es posible imaginar. A lo largo de las décadas (principalmente después de la creación de la Constitución Federal, que no solo garantizó el derecho al voto... sino que también lo amplió), la semilla de la polarización ya venía siendo sembrada y, lamentablemente, ha dado muy malos frutos. Esto es fácilmente visible en todos los procesos electorales.
Existe una necesidad constante de polarizar las elecciones. Unido a eso, también existe la necesidad de polarizar conceptos, ideas y pensamientos. Todo esto repercute en la manera en que las personas se comportan frente a las diferentes decisiones con las que necesitan lidiar diariamente (de forma masiva durante los períodos electorales, obviamente). Al fin y al cabo, cada persona alimenta diversos tipos de perspectivas, y todas ellas están ligadas a algún punto de vista íntimo (no siempre relacionado con los hechos).
La divergencia sobre todos y cada uno de los aspectos que abarcan estos dos polos es utilizada masivamente como arma de lucha, no solo para inflar el ego de los partidos políticos (que son verdaderos nidos de serpientes), sino principalmente para que el lado personal de la política sea exaltado dentro de la burbuja que mantiene ese poder en sus manos. Este es un juego con las cartas marcadas, donde los intereses de la población nunca son - de hecho - una prioridad. Polarizar es el equivalente a pulverizar. Acciones distintas que se han vuelto "sinónimas".
En medio de todo esto, surge entonces la creciente obligación de elegir (y defender, a toda costa) un bando. No hay margen para nada más allá de la derecha radical o la izquierda radical. Cualquier argumento será interpretado como un acto de rebeldía. Cuando, en realidad, el mayor acto de rebeldía sería liberar al país de estos dos campos políticos extremistas. Sin embargo, es casi una utopía esperar que eso ocurra aquí, donde es la política la que “gobierna” a un pueblo (ya cansado de luchar).
A polarização de tudo.
Este ano, é ano de eleição presidencial aqui no Brasil. Agora mais do que nunca, nós estamos vivenciando um período onde só parece existir dois lados: a extrema-direita e a extrema-esquerda. Qualquer lado que tente ao menos emergir no meio dessas duas opções, é sequer considerado pela grande maioria dos brasileiros (como uma opção de mudança), que insistem em praticar erros do passado (que na verdade continuam muito atuais, como jamais foram décadas atrás). Não há ironia aqui.
Não, eu não estou me referindo aqui apenas um único (e aparentemente irredutível) posicionamento político, porque o problema é muito mais complexo do que se é possível imaginar. Ao longo das décadas (principalmente após a criação da constituição federal, que não apenas garantiu o direito ao voto... mas também o ampliou), a semente da polarização já vem sendo plantada, e infelizmente, tem gerado péssimos frutos. Isso é fácil visível em todos os processes eleitorais.
Há uma necessidade constante de polarizar as escolhas. Aliado a isso, há também a necessidade de polarizar conceitos, ideias e pensamentos. Tudo isso reverbera no modo em como as pessoas se comportam diante das escolhas diferentes com as quais é preciso lidar diariamente (massivamente em períodos eleitorais, obviamente). Afinal, cada pessoa nutre diversos tipos de perspectivas, e todas elas estão ligadas com algum ponto de vista íntimo (nem sempre ligados a fatos).
A divergência sobre todo e qualquer aspecto que abrange esses dois polos é massivamente usada como arma de lutas, não apenas para inflar o ego dos partidos políticos (que são verdadeiros ninhos de cobras), mas principalmente para o lado pessoal da política ser exaltado dentro da bolha que mantém esse poder em suas mãos. Esse é um jogo de cartas marcadas, onde os interesses da população nunca são - de fato - uma prioridade. Polarizar é o equivalente a pulverizar. Ações distintas, que se tornaram "sinônimos".
No meio disso tudo, nasce então a crescente obrigação de escolher (e defender, a todo custo) um lado. Não há margens para nada além da direta radical ou esquerda radical. Qualquer argumento será interpretado como um ato de rebeldia. Quando na verdade, o maior ato de rebeldia seria livrar o país desses dois campos políticos extremistas. No entanto, é quase uma utopia esperar que isso aconteça por aqui, onde é a política quem “governa” um povo (já cansado de lutar).