This publication was also writen in SPANISH and PORTUGUESE.
Isn't it incredible how democracy outside of paper doesn't allow us to express our concepts, ideas and some thoughts in a much more “incisive” way than the vast majority of people like (or simply accept) to hear? This isn't exactly news to any thinking human being (and aligned with what has been happening in the world forever)... But everything always becomes more noticeable (and even better understood) when some examples happen right in front of us.
Earlier today, while I was at the supermarket, I had the displeasure of witnessing an argument between a person who supports a far-right political party and a person who supports a far-right political party. What could even have been funny ended up becoming a true horror show precisely because someone with a neutral political position decided to take part in that discussion. Wrong place? Wrong time? A “reckless” act?
No. No. No. The protagonism of the third person involved in that discussion made me think about how all of us (who have a more neutral and pacifist political stance) should assert ourselves at certain moments with more force (even if we are not nominally part of that discussion). Of course, the outcome of the act may not always be good, and it is necessary to consider what might happen... But even so, we need to resist.
The spark that set off the discussion was precisely because the brief remark by the third person involved in the discussion (who was the supermarket cashier) made the two customers uncomfortable at the exact moment when tempers were “flaring”. Basically, all the attendant said was: “political arguments with radical positions lead nowhere”. That was enough for the manager of the place to be called in to throw a bucket of cold water on the discussion (which ended well).
Before the outcome, I could still hear brief comments around me that distinctly defended the three sides of that same discussion. It is interesting (and very concerning) to realize how politics really is a “weapon” that has the power to polarize people more and more, segregating them into groups that only consider their own points of view to be unique and universal truths. In the end, I hope the attendant didn't lose his job.
Yendo directo al punto.
¿No es increíble cómo la democracia fuera del papel no permite que podamos expresar nuestros conceptos, ideas y algunos pensamientos de una manera mucho más “incisiva” de lo que a la gran mayoría de las personas les gusta (o simplemente acepta) escuchar? Esto no es exactamente una novedad para cualquier ser humano pensante (y alineado con lo que ocurre en el mundo desde siempre)... Pero todo siempre se vuelve más notable (e incluso mejor comprendido) cuando algunos ejemplos ocurren justo frente a nosotros.
Hoy más temprano, mientras estaba en el supermercado, tuve el disgusto de presenciar una pelea entre una persona que defiende a un partido político de extrema derecha y una persona que defiende a un partido político de extrema derecha. Lo que podría haber sido incluso gracioso, terminó convirtiéndose en un verdadero espectáculo de horrores precisamente porque alguien con una posición política neutral decidió formar parte de aquella discusión. ¿Lugar equivocado? ¿Momento equivocado? ¿Un acto “imprudente”?
No. No. No. Todo el protagonismo de la tercera persona involucrada en aquella discusión me hizo pensar en cuánto todos nosotros (que tenemos una postura política más neutral y pacifista) debemos imponernos en determinados momentos con más imponencia (aunque no formemos parte de aquella discusión de una manera nominal). Está claro que no siempre el resultado del acto puede ser bueno, y es necesario ponderar lo que puede suceder... Pero aun así, necesitamos resistir.
El detonante de la discusión fue precisamente porque la breve intervención de la tercera persona involucrada en la discusión (que era la cajera del supermercado) dejó a los dos clientes incómodos en el momento exacto en que los ánimos estaban “inflamados”. Básicamente, todo lo que dijo el empleado fue: “las peleas políticas con posturas radicales no llevan a nada”. Eso fue suficiente para que llamaran al gerente del lugar para echar un balde de agua fría sobre la discusión (que terminó bien).
Antes del desenlace, todavía pude escuchar breves comentarios alrededor que defendían distintamente los tres lados de esa misma discusión. Es interesante (y muy preocupante) percibir cómo la política es realmente un “arma” que tiene el poder de polarizar cada vez más a las personas, segregándolas en grupos que solo consideran sus propios puntos de vista como verdades únicas y universales. Al final de todo, espero que el empleado no haya perdido el empleo.
Indo direto ao ponto.
Não é incrível como a democracia fora do papel não permite que nós possamos expressar nossos conceitos, ideias e alguns pensamentos de uma maneira bem mais “incisiva” do que a grande maioria das pessoas gosta (ou apenas aceita) ouvir? Isso não é exatamente uma novidade para qualquer ser humano pensante (e alinhado com o que acontece no mundo desde sempre)... Mas tudo sempre fica mais notável (e até melhor compreendido) quando alguns exemplos acontecem bem na nossa frente.
Hoje mais cedo, enquanto eu estava no supermercado, eu tive o desprazer de presenciar uma briga entre uma pessoa que defende um partido político de extrema-direita e uma pessoa que defende um partido política de extrema-direita. O que poderia ter sido até engraçado, acabou se tornando um verdadeiro show de horrores justamente porque alguém com uma posição política neutra decidiu fazer parte daquela discussão. Lugar errado? Hora errada? Um ato “leviano”?
Não. Não. Não. Todo o protagonismo da terceira pessoa envolvida naquela discussão me fez pensar o quanto todos nós (que temos um posicionamento político mais neutro e pacifista) devemos nos impor em determinados momentos com mais imponência (ainda que não façamos parte daquela discussão de uma maneira nominal). É claro que nem sempre o resultado do ato pode ser bom, e é preciso ponderar o que pode acontecer... Mas ainda sim, nós precisamos resistir.
O estopim da discussão foi justamente porque a breve fala da terceira pessoa envolvida na discussão (que era a caixa do supermercado) deixou os dois clientes desconfortáveis no momento exato em que os ânimos estavam “inflamados”. Basicamente, tudo que o atendente disse foi: “brigas políticas com posicionamentos radicais não levam a nada”. Isso foi suficiente para que o gerente do lugar fosse chamado para jogar um balde água fria na discussão (que terminou bem).
Antes do desfecho, eu ainda pude ouvir breves comentários ao redor que defendiam distintamente os três lados dessa mesma discussão. É interessante (e muito preocupante) perceber como a política é realmente uma “arma” que tem o poder de polarizar cada vez mais as pessoas, segregando-as em grupos que apenas consideram os seus próprios pontos de vista como verdades únicas e universais. No final de tudo, eu espero que o atendente não tenha perdido o emprego.