Reparadores de sueños: aquellos que empujan con el alma

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Publicado en Español, Inglés y Portugués.


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Buenas noches y dulces sueños.

He conocido personas que son reparadoras de sueños. Se que suena místico, pero no, son reales y les contaré por qué.

Siéntate bien cómodo o cómoda y piensa esas personas de las que hablo son aquellas que te empujan desde el alma para que, si tu voluntad falla, llegues al final de tu objetivo. Te alientan, te ayudan, te inspiran y a veces ni se enteran de lo mucho que hicieron.

He pasado mas de la mitad de mi vida estudiando medicina y luego posgrados, maestrías, especialidades, diplomados etcétera. Los profesores han sido ejemplos, enseñanza, motivo para crecer como profesional y siempre hay alguno que fue tu empuje, tu fuerza.

Antes de aparecer la pandemia de COVID-19 yo comencé un proyecto importante en mi vida, relacionado con la bacteriología. La presión de aquella batalla en pos de la vida, redirigio mi día a día a trabajar en la zona roja por casi 2 años, desde los primeros casos hasta la normalización de la situación epidemiologica, eso me hizo flaquear en mi proyecto porque todo estaba detenido, el tiempo pasaba y el cansancio era real. Convencida de que no era para mí, le planteé a mi tutora, profesora eminente y una persona genial que yo quería abandonar. Recuerdo que no me dio un discurso motivacional. Me dijo algo mucho más simple: "Yo ya te vi capaz. Lo que pasa es que hoy no te lo crees". Y me prestó su confianza durante las semanas en que la mía no alcanzaba. Eso es reparar un sueño, no construime uno nuevo, sino devolverme el que ya yo tenía y se había roto.

Ahora comprendo las cosas, un reparador de sueños te empuja, pero no camina por ti. Lo mismo hace con tu voluntad, la devuelve, no la sustituye. Y esa distinción lo cambia todo, porque hay quien te sostiene y hay quien te vuelve dependiente. El primero te ayuda a seguir solo, el segundo te necesita débil. Aprender a distinguirlos es parte del camino.

No siempre los reconoces en el momento. A veces el que te empujó fue quien te dijo una verdad incómoda, o quien te escuchó sin juzgarte una noche entera, o quien simplemente apareció cuando ya nadie más estaba. Son gente común haciendo algo extraordinario, creer en ti antes de que tú puedas.

Y hay una parte de esta historia que me toca más, la de devolver el favor. Porque si alguien reparó tus sueños, quizá tú puedas ser ese alguien para otra persona. No hace falta tener respuestas. Basta con estar, con decir "yo te vi capaz", como me dijo la profesora, con sostener un poco de fe ajena cuando la propia se agota. Es de las cosas más baratas y más valiosas que existen.

Esto que comparto con ustedes, amigos, no es una ilusión, no lo es. He tenido la suerte de cruzarme con personas que ejercen esa función. La pregunta interesante no es si existen, sino tres cosas, cómo reconocerlos, cómo agradecerles sin convertir su ayuda en una deuda eterna, y cómo serlo tú para alguien sin invadir su camino.

Yo hoy quiero hacerlo público, gracias a los que alguna vez me empujaron desde el alma. Y me comprometo a intentarlo con otro.

Estoy casi segura que en sus vidas se han cruzado con algún "reparador de sueños" y entonces cuando sean reparados, estarán listos para empujar con el alma a otros.



ENGLISH



Good evening and sweet dreams.

I have met people who are dream repairers. I know it sounds mystical, but no, they are real and I will tell you why.

Sit comfortably and think—those people I'm talking about are those who push you from the soul so that, if your will fails, you reach the end of your goal. They encourage you, they help you, they inspire you, and sometimes they don't even realize how much they did.

I have spent more than half of my life studying medicine and then postgraduate studies, master's degrees, specializations, diplomas, etc. Professors have been examples, teachings, reasons to grow as a professional, and there is always someone who was your push, your strength.

Before the COVID-19 pandemic appeared, I began an important project in my life related to bacteriology. The pressure of that battle for life redirected my day-to-day to working in the red zone for almost 2 years, from the first cases until the normalization of the epidemiological situation. That made me falter in my project because everything was stopped, time passed, and exhaustion was real. Convinced that it wasn't for me, I told my tutor—an eminent professor and a wonderful person—that I wanted to give up. I remember she didn't give me a motivational speech. She told me something much simpler: "I already saw you capable. It's just that today you don't believe it." And she lent me her confidence during the weeks when mine wasn't enough. That is repairing a dream—not building a new one for me, but returning the one I already had and that had broken.

Now I understand things: a dream repairer pushes you, but doesn't walk for you. They do the same with your will—they return it, they don't replace it. And that distinction changes everything, because there are those who support you and those who make you dependent. The first helps you continue on your own; the second needs you weak. Learning to distinguish them is part of the journey.

You don't always recognize them in the moment. Sometimes the one who pushed you was the one who told you an uncomfortable truth, or the one who listened to you without judging for an entire night, or the one who simply showed up when no one else was there. They are ordinary people doing something extraordinary: believing in you before you can.

And there is a part of this story that touches me more—returning the favor. Because if someone repaired your dreams, perhaps you can be that someone for another person. You don't need to have answers. It's enough to be there, to say "I saw you capable," as the professor told me, to hold a little of someone else's faith when your own runs out. It is one of the cheapest and most valuable things that exist.

What I share with you, friends, is not an illusion, it is not. I have been fortunate to cross paths with people who exercise that function. The interesting question is not whether they exist, but three things: how to recognize them, how to thank them without turning their help into an eternal debt, and how to be one for someone without invading their path.

Today I want to make it public: thank you to those who once pushed me from the soul. And I commit to trying it with another.

I am almost certain that in your lives you have crossed paths with some "dream repairer," and so when you are repaired, you will be ready to push others from the soul.



PORTUGUÊS



Boa noite e doces sonhos.

Conheci pessoas que são reparadoras de sonhos. Sei que parece místico, mas não, são reais e vou contar por quê.

Sente-se bem confortável e pense—essas pessoas de quem falo são aquelas que te empurram da alma para que, se a sua vontade falhar, você chegue ao final do seu objetivo. Elas te incentivam, te ajudam, te inspiram e às vezes nem percebem o quanto fizeram.

Passei mais da metade da minha vida estudando medicina e depois pós-graduações, mestrados, especializações, diplomas etc. Os professores foram exemplos, ensinamentos, motivo para crescer como profissional, e sempre há algum que foi o seu impulso, a sua força.

Antes de aparecer a pandemia de COVID-19, comecei um projeto importante na minha vida, relacionado à bacteriologia. A pressão daquela batalha em prol da vida redirecionou meu dia a dia para trabalhar na zona vermelha por quase 2 anos, desde os primeiros casos até a normalização da situação epidemiológica. Isso me fez vacilar no meu projeto porque tudo estava parado, o tempo passava e o cansaço era real. Convencida de que não era para mim, disse à minha orientadora—professora eminente e uma pessoa genial—que eu queria desistir. Lembro que ela não me deu um discurso motivacional. Disse algo muito mais simples: "Eu já te vi capaz. O que acontece é que hoje você não acredita nisso." E me emprestou sua confiança durante as semanas em que a minha não era suficiente. Isso é reparar um sonho—não construir um novo para mim, mas devolver o que eu já tinha e que havia se quebrado.

Agora compreendo as coisas: um reparador de sonhos te empurra, mas não caminha por você. O mesmo faz com a sua vontade—devolve-a, não a substitui. E essa distinção muda tudo, porque há quem te sustente e há quem te torne dependente. O primeiro te ajuda a seguir sozinho; o segundo precisa de você fraco. Aprender a distingui-los é parte do caminho.

Nem sempre os reconhecemos no momento. Às vezes o que te empurrou foi quem te disse uma verdade incômoda, ou quem te ouviu sem julgar uma noite inteira, ou quem simplesmente apareceu quando ninguém mais estava. São pessoas comuns fazendo algo extraordinário: acreditar em você antes que você possa.

E há uma parte desta história que me toca mais—a de retribuir o favor. Porque se alguém reparou os seus sonhos, talvez você possa ser esse alguém para outra pessoa. Não é preciso ter respostas. Basta estar, dizer "eu te vi capaz", como me disse a professora, sustentar um pouco da fé alheia quando a própria se esgota. É uma das coisas mais baratas e mais valiosas que existem.

O que compartilho com vocês, amigos, não é uma ilusão, não é. Tive a sorte de cruzar com pessoas que exercem essa função. A pergunta interessante não é se existem, mas três coisas: como reconhecê-los, como agradecê-los sem transformar sua ajuda em uma dívida eterna, e como ser você um deles para alguém sem invadir o seu caminho.

Hoje quero tornar isso público: obrigado aos que alguma vez me empurraram da alma. E me comprometo a tentar com outro.

Estou quase certa de que nas suas vidas cruzaram com algum "reparador de sonhos" e, então, quando forem reparados, estarão prontos para empurrar outros da alma.


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