Publicado en Español, Inglés y Portugués.
Buenas noches, un sueño merecido para nosotras. Linda noche.
Siempre he sido muy liberal en cuanto a ideas feministas, nada extremista, odio los extremos, pero podemos y debemos estar presente en cada página de la historia y en cada rincón de la sociedad. Dice mi mamá que yo nací con la carta de libertad debajo del brazo.
De nuestro lugar en todos los tiempos es que quiero dejarles mi reflexión.
A lo largo de la historia, a la mujer se le ha dicho cuál es su lugar. Pero nunca nos dijeron que ese “lugar” fue trazado sin nosotras. El empoderamiento no es solo sentirnos fuertes. Es desaprender la sumisión que nos vendieron como virtud y saber que nuestra voz no molesta, sino que desacomoda. Ya estamos aprendiendo a dejar de pedir permiso para existir en ámbitos donde nuestra ausencia fue norma.
Sin embargo, aún queda tanto por hacer…
Seguimos siendo juzgadas por decidir no ser madres o liderar con firmeza, por vestir sin miedo y por ocupar espacios que nunca fueron diseñados para nuestros cuerpos ni nuestras ideas.
La lucha no es por “un puesto más” en una mesa que sigue siendo patriarcal, es por rehacer la mesa, por cuestionar quién pone las reglas, qué nombre llevan las leyes, por qué el éxito nuestro sigue siendo una excepción y no la regla.
Ladies, el verdadero poder no es imitar modelos de dominación, es construir una sociedad donde ninguna mujer tenga que demostrar más que un hombre para ser creída, respetada o remunerada.
Nos falta aún transformar las estructuras, sí, nos falta demasiado, como, desmontar los privilegios invisibles, y dejar de cargar nosotras solas con el peso de la crianza, el cuidado y la empatía.
Pero hay algo cierto y es que también estamos más despiertas que nunca, pues cada vez tenemos menos miedo, más preguntas incómodas, más alianzas y más memoria.
El feminismo no es una moda ni una venganza:
Es una corrección histórica y mientras haya una sola mujer que tenga que callar por miedo, incomodar por existir o sangrar en silencio por injusticia… la lucha sigue.
Good evening. A well-deserved rest for us. Have a nice night.
I've always been very liberal when it comes to feminist ideas, not at all extreme—I hate extremes—but we can and must be present on every page of history and in every corner of society. My mother says I was born with a freedom charter under my arm.
It is about our place in all times that I want to leave you my reflection.
Throughout history, women have been told what our place is. But no one ever told us that this "place" was drawn without us. Empowerment is not just about feeling strong. It is about unlearning the submission that was sold to us as a virtue and understanding that our voice is not annoying—it's unsettling. We are already learning to stop asking for permission to exist in spaces where our absence was the norm.
However, there is still so much to do…
We continue to be judged for choosing not to be mothers or for leading firmly, for dressing without fear, and for occupying spaces that were never designed for our bodies or our ideas.
The struggle is not for "one more seat" at a table that remains patriarchal. It is about remaking the table. It is about questioning who sets the rules, what names the laws carry, and why our success is still an exception rather than the rule.
Ladies, true power is not imitating models of domination. It is building a society where no woman has to prove more than a man to be believed, respected, or fairly paid.
We still need to transform structures—yes, we still have a long way to go—such as dismantling invisible privileges and stopping shouldering alone the weight of raising children, caregiving, and empathy.
But one thing is certain: we are also more awake than ever. We have less fear, more uncomfortable questions, more alliances, and more memory.
Feminism is not a trend or revenge.
It is a historical correction. And as long as there is a single woman who has to remain silent out of fear, feel uncomfortable for existing, or bleed in silence due to injustice… the fight continues.
Boa noite. Um descanso merecido para nós. Tenham uma linda noite.
Sempre fui muito liberal em relação às ideias feministas, nada extremista — odeio extremos —, mas podemos e devemos estar presentes em cada página da história e em cada canto da sociedade. Minha mãe diz que eu nasci com a carta de liberdade debaixo do braço.
É sobre o nosso lugar em todos os tempos que quero deixar minha reflexão.
Ao longo da história, disseram à mulher qual é o seu lugar. Mas nunca nos disseram que esse "lugar" foi traçado sem nós. O empoderamento não é apenas nos sentirmos fortes. É desaprender a submissão que nos venderam como virtude e saber que a nossa voz não incomoda — ela desacomoda. Já estamos aprendendo a parar de pedir permissão para existir em espaços onde a nossa ausência era a norma.
No entanto, ainda há tanto a fazer…
Continuamos sendo julgadas por decidir não ser mães ou por liderar com firmeza, por nos vestir sem medo e por ocupar espaços que nunca foram feitos para os nossos corpos nem para as nossas ideias.
A luta não é por "mais um lugar" numa mesa que continua patriarcal. É por refazer a mesa. É por questionar quem define as regras, qual nome as leis carregam, por que o nosso sucesso ainda é exceção e não regra.
Senhoras, o verdadeiro poder não é imitar modelos de dominação. É construir uma sociedade onde nenhuma mulher precise provar mais do que um homem para ser acreditada, respeitada ou bem remunerada.
Ainda nos falta transformar as estruturas — sim, falta muito —, como desmontar os privilégios invisíveis e parar de carregar sozinhas o peso da criação dos filhos, do cuidado e da empatia.
Mas algo é certo: também estamos mais despertas do que nunca, pois cada vez temos menos medo, mais perguntas desconfortáveis, mais alianças e mais memória.
O feminismo não é uma moda nem vingança.
É uma correção histórica. E enquanto houver uma única mulher que precise se calar por medo, se sentir desconfortável por existir ou sangrar em silêncio por injustiça… a luta continua.