Publicado en Español, Inglés y Portugués.
Buenas noches, que las estrellas les muestren el camino al descanso merecido.
Les dejo a su consideración un poema de amor y astronomía.
Te regalo un poema de Universo escrito entre las sombras.
Bastan tus ojos de Sirius desafiando al abismo que me hunde
en la constelación de tu espalda.
Betelgeuse late roja,
y promete una explosión que no termina en cenizas
sino en noches donde orbitarte.
Tu boca se pliega en el tiempo
y un beso tuyo conecta
mi pasado de galaxias errantes
con un futuro donde solo importa
caer en tu gravedad sin escape.
Las Pléyades anidan en tu pelo
como un racimo de secretos luminosos.
Andrómeda choca contra mi pecho
cuando dices siempre
y sé que este choque entre dos mundos
no es la supernova de mi estrella,
es el único big bang que entiendo.
A veces temo ser un agujero negro
de insomnio y preguntas,
pero tú orbitas tan cerca
que te conviertes en mi horizonte de eventos.
Todo lo que soy desaparece,
para que solo existas
como luz deformada por el amor.
Y cuando la noche cierra sus párpados de Vía Láctea,
me duermo trazando rutas en tu piel,
mapas de próxima centauro
donde cada beso es un año luz
y cada pausa, un púlsar
que aún late porque sí.
Antares arde menos que tu nombre en mi lengua
y el universo entero cabe en la curvatura
de tu ombligo,
esa pequeña nebulosa
donde nací de nuevo
sin necesidad de ningún paraíso
más que este colapso perfecto de mis átomos
en tu sistema solar.
No hay materia oscura en lo que siento,
solo la evidencia clara de que
todo polvo de estrella viajó trece mil millones de años
para que, al fin,
tú me dieras vida.
Good evening. May the stars show you the way to your well-deserved rest.
I leave for your consideration a poem of love and astronomy.
I give you a poem of the Universe written among the shadows.
Your eyes, like Sirius, are enough to defy the abyss that drowns me
in the constellation of your back.
Betelgeuse pulses red,
promising an explosion that doesn't end in ashes
but in nights where I orbit you.
Your mouth folds through time,
and one kiss from you connects
my past of wandering galaxies
to a future where only one thing matters:
falling into your inescapable gravity.
The Pleiades nest in your hair
like a cluster of luminous secrets.
Andromeda crashes against my chest
when you say forever —
and I know this collision of two worlds
is not my star's supernova;
it's the only big bang I understand.
Sometimes I fear being a black hole
of insomnia and questions,
but you orbit so close
that you become my event horizon.
Everything I am disappears,
so that only you exist
as light warped by love.
And when night closes its Milky Way eyelids,
I fall asleep tracing routes on your skin:
maps of Proxima Centauri
where each kiss is a light-year
and each pause, a pulsar
still beating just because.
Antares burns less than your name on my tongue.
The entire universe fits in the curvature
of your navel —
that small nebula
where I was born again
with no need for any paradise
other than this perfect collapse of my atoms
into your solar system.
There is no dark matter in what I feel,
only the clear evidence that
every speck of stardust traveled thirteen billion years
so that, at last,
you would give me life.
Boa noite. Que as estrelas lhes mostrem o caminho para o descanso merecido.
Deixo à sua consideração um poema de amor e astronomia.
Dou-te um poema do Universo escrito entre as sombras.
Teus olhos de Sirius bastam para desafiar o abismo que me afunda
na constelação das tuas costas.
Betelgeuse pulsa vermelha,
e promete uma explosão que não termina em cinzas
mas em noites onde te orbito.
Tua boca dobra-se no tempo,
e um beijo teu conecta
meu passado de galáxias errantes
a um futuro onde só importa
cair na tua gravidade sem escape.
As Plêiades aninham-se no teu cabelo
como um cacho de segredos luminosos.
Andrômeda colide contra meu peito
quando dizes para sempre —
e sei que essa colisão de dois mundos
não é a supernova da minha estrela;
é o único big bang que entendo.
Às vezes temo ser um buraco negro
de insônia e perguntas,
mas tu orbitas tão perto
que te tornas meu horizonte de eventos.
Tudo o que sou desaparece,
para que só existas
como luz deformada pelo amor.
E quando a noite fecha suas pálpebras de Via Láctea,
durmo-me traçando rotas na tua pele:
mapas de Próxima Centauri
onde cada beijo é um ano-luz
e cada pausa, um pulsar
que ainda late porque sim.
Antares arde menos que teu nome na minha língua.
O universo inteiro cabe na curvatura
do teu umbigo
essa pequena nebulosa
onde nasci de novo
sem necessidade de paraíso algum
além deste colapso perfeito dos meus átomos
no teu sistema solar.
Não há matéria escura no que sinto,
apenas a evidência clara de que
toda poeira de estrela viajou treze bilhões de anos
para que, enfim,
tu me desses vida.
Poema original de @camelia28