Então, me aproximei daquela caveira e olhei dentro do grande crânio.
Vi que havia lá dentro uma pequena teia de aranha.
Pelo buraco dos olhos da caveira, eu via a teia no interior escuro do crânio.
Foi quando senti que algo fincava meu pescoço e, num reflexo, peguei a pulga que me picava.
Resolvi, então, jogar o inseto parasita na teia de aranha para ver o que acontecia.
Será que a aranha mataria o inseto como faz com as formigas?
Foi quando a pulga caiu na teia que eu percebi que aquela era uma situação estranha. O inseto era uma criatura extremamente forte e iria romper a teia em pouco tempo. Mas, rapidamente uma ameaçadora aranha correu sobre a teia e a atacou.
A aranha agarrou e injetou o seu veneno na criatura que acabara de sugar um pouco do meu sangue. E assim a luta começou. O inseto era muito forte e tentava se libertar a todo custo, e parecia até representar risco à aranha. Então, o aracnídeo começou a tecer uma teia enovelando-o enquanto ele ainda lutava.
Eu assistia aquela luta antinatural dentro do crânio do que antes fora um ser humano, quando tudo aconteceu:
Comecei a sentir algo estranho no interior da minha própria cabeça e, então, a teia se rompeu, mas as criaturas não caíram. Elas começaram a girar, sendo envolvidas pela teia, e, depois, atraíram para o centro um fluxo de matéria e luz que surgia na escuridão daquele crânio.
Uma espiral de luz e matéria foi envolvendo os seres unidos pela luta mortal até que dois grandes olhos me fitaram. Olhos hipnotizantes que denunciavam um desejo de realizar experimentos nunca pensados.
Continua…
Fonte: coisas que um dia postei num blog, mas depois apaguei. Arrependi-me muito tempo depois, então reencontrei lá na Wayback Machine.