Sigo na quarentena...
Uma certa normalização das atividades cotidianas, mesmo em curva ascendente de incidência e mortalidade no Brasil.
Incidência é o número de casos novos, não esperados, em determinado espaço de tempo. Diferente de prevalência, que é o número esperado de casos em determinado espaço de tempo.
Essa diferença é fundamental.
Nesse interim, já passamos os 50 mil mortos. 50 mil. Muitas evitáveis.
50 mil pessoas. Pai, mãe, filho, avós, avôs, netos, primos, amigos...
50 mil.
E mesmo assim inicia-se a flexibilização do isolamento, que nunca foi um isolamento de fato.
O presidente que negou desde sempre a "gripezinha", agora tenta colocar a culpa nos governadores e prefeitos.
Os governadores e prefeitos pressionados, começam abrir as pernas.
Fora a corrupção com as verbas da saúde que atingem todas as esferas do poder púlico.
Hospitais federais, estaduais e municipais seguem sucateados. A rede municipal de saúde segue colapsada.
Até o futebol no Rio voltou, mesmo que sem torcida.
50 mil pessoas, e ainda têm mais recordes que o Brasil vai quebrar. Junto com a economia, que quanto mais se negligência a pior calamidade púlica do nosso tempo, mais a economia vai demorar para retomar de vez.
Espero o rigor da polícia federal e do jurídico que tiveram com outros partidos como na época do mensalão e da lava jato.
Só cego não viu que a nova política, é a velha de sempre, com o adendo do fanatismo e retorno do autoritarismo. Um falso patriotismo que alimenta a imaginação, os próprios desejos, insatisfações e necessidades, mas só fica por aí mesmo.
A cegueira do bolsonarismo é digna dos escritos de Saramago.
50 mil mortos por uma "gripezinha" é normal no Brasil.