Aparentemente, a humanidade tem uma tendência a desorganização, isso para não dizer destruição. O contrário disso também é verdadeiro - desmoronar para reconstruir. Parece como uma inocência pueril de um brincar de legos. A próxima construção sempre pode ser melhor do que a primeira. Promessa ou expectativa inconsciente.
O instinto de destruidor-construtor pode levar o extermínio de cidades ou períodos de renascença. Nessas épocas de caos ou ordenação, as teses apocalípticas ficam mais latentes. Então, para minimizar os impactos ou afastar o fim, o homem tem a consciência de criar mecanismos e ferramentas paliativos.
Os alívios esporádicos não são ruins ou bons, podem ser tranquilizantes ou verdadeiros revigorantes. Com o tempo, os apaziguamentos se misturam com esses refrigerios. É bem provável que deixe de ser apenas um consolo de calma para virar uma adaptação de alma.
Dessa forma, a ordem natural dos fatos pode se inverter na proporção da seleção natural. Os mais fortes sobrevivem no caos ordenado para (re)início de mais um ciclo, possivelmente melhor do que o anterior. Ou talvez a melhoria seja apenas questão de ponto de vista.
As respostas e verdades nunca são se repetem, mesmo diante das inelegibilidades. A prova dos sete está sendo feita para a desordem. Enquanto houver fôlego, é tempo de tentar. Durante o processo, existem registros. A maioria deles, reconhecidamente mais profissionais, tem o compromisso com a História. No entanto, quem deveria acreditar em imparcialidades?
Quanto às mentiras, elas sempre tiveram um espectro diferenciado. Como se o bem e o mal pudessem falar por elas, mas, nesse caso, apenas um deles vencesse de forma surpreendente, não inesperada, tampouco perpétua.
Os equívocos são compreensíveis, quase sempre perdoáveis. Já as sátiras rumam a uma discussão sem fim de critérios e classificações de humor, a todo época o seu pão e circo do momento.
Todos eles têm a incubência da preservação. Mesmo assim, aleatoriamente, dizem que o próximo passo é sempre o melhor do (re)começo. Alguns só esperam, enquanto tantos outros temem ou são indiferentes.