Para mim tudo tem sido explicado em termos de energia, mas para meu mestre o aprendizado foi mais duro pois seu professor, o boiadeiro Elias Santos, tinha métodos mais rústicos.
Ao invés de falar sobre pontos de força, ele instigava Emiliano a caçar sítios encantados e espíritos e explicava as coisas em termos de feitiçaria.
Enquanto eu aprendi através de estudo e compreensão, ele era empurrado para prática direta movido pelo medo do sobrenatural que lhe era incutido pelo Sr. Santos.
Isto se deve a nossas personalidades diferentes moldadas por nossa criação. Eu estudei e cursei faculdade, enquanto ele foi criado na selva por seus parentes indígenas. Assim para ele ser pressionado a aprender, os métodos precisavam ser outros.
No final o efeito foi similar: nos fizeram andar por este mundo velho até não poder mais. Na roupagem os motivos pelo qual nos forçavam a caminhar podem ter sido distintos mas o resultado foi o mesmo. As longas caminhadas temperaram nosso caráter e fizeram a energia fluir harmonicamente em nossos corpos.