Durante mais de 15 anos venho aprendendo e praticando uma espécie de sistema de autoconhecimento que me foi apresentado por Emiliano Souza, meu mestre.
Durante muitos anos e ainda hoje grande parte da ênfase de seus ensinamentos consistia na obrigação de seus discípulos executarem grandes e constantes caminhadas. Sempre fomos um grupo de andarilhos assíduos.
Andar, andar, andar, até as pernas doerem a ponto de desabar de cansaço. Esta era a tônica e o foco fundamental de seu treinamento e certo dia Emiliano me explicou o motivo:
Despertar nossa energia estagnada que em quase 100% das pessoas fica presa na sola dos pés numa espécie de lama dura ou crosta.
As longas caminhadas segundo ele eram a única forma de amaciar e agitar esta grande quantidade de energia acumulada e presa nos pés. Para que posteriormente pudesse ser redistribuída e utilizada em outros centros vitais de nosso ser total.