It has been a long time since I wrote something here. Actually, it has been a long time since I wrote anything at all. Those who follow my space here will have noticed that I have only been posting the activities I do in my daily life.
And unfortunately, even those I hadn't been posting lately. There are several reasons for that. I have been struggling with depression for many years, as a result of the anxiety disorder that has always accompanied me. And anxiety disorders that last for a long time always end up leading to depression.
Annoying? Yes. But over time, with medication and therapy, we eventually learn to live with it better. Even though, at times, it can still be a heavy burden.
And because of several family problems, over the last three years I ended up going through a very difficult process of holding my family together, and it gradually wore me down considerably.
And this resonated both in my personal and professional life. To make matters worse, on July 7th I was laid off from the company as part of a mass layoff. Anyone who has gone through mass layoffs knows how cold and humiliating the process can be.
No meeting with any humanity, nothing. Simply a goodbye that erases all the years you spent at the company in a... rather ugly way. There isn't really another way to put it.
But... that's not all.
Before being laid off, I went through a small screening test because I suspected there was something going on. I have never dealt very well with the world.
Socially, I was always the odd one. Problems always felt much more intense to me. I needed to control things so that I wouldn't have to change plans at the last minute, because that caused me intense stress.
During the tests, the psychologist referred me for a neuropsychological assessment. There was a suspicion of a combination of autism, ADHD, and high abilities.
That, by itself, is already a strange moment.
It feels like, during this process of remapping your new neurodivergent self, you somehow lose your identity. But at the same time that my identity was "stolen" by this discovery, suddenly my other identity — my professional one — was taken away from me as well.
And that caused a sort of system failure. A moment in my life when I look toward the horizon and see chaos.
Looking back, I see stories that could have been much easier if I had known who I was. And the future? Well, that one is something else entirely.
It feels like an enormous fog that I don't really know how to deal with.
I hope that discovering who I really am as a person will bring me a little peace. Or at least clear away some of this inner chaos that I don't even really know how to explain.
But it is time to look toward the future.
Even though I don't value life as much as I once did — if I ever truly did — I need to be here, because there are people who depend on my presence.
Language: English
Há tempos não escrevo algo aqui. Aliás, há tempos eu não escrevo nada. Quem acompanha o meu espaço aqui vai ver que eu somente posto as atividades que faço no dia a dia.
E infelizmente nem elas, nos últimos tempos, eu vinha postando. Os motivos são vários. Luto com uma depressão há muitos anos, que é fruto do transtorno de ansiedade que sempre me acompanhou. E transtornos de ansiedade que duram muito tempo sempre acabam caminhando para uma depressão.
Chato? É, mas com o tempo, medicação e terapia, acabamos por conviver melhor com isso. Mesmo que, em alguns momentos, isso possa ser um fardo pesado.
E devido a diversos problemas familiares, eu acabei enfrentando, nos últimos três anos, um processo muito pesado de segurar a barra familiar, que foi me degradando muito.
E isso ressoou tanto na vida pessoal quanto profissional. Para completar, no dia 7 de julho eu fui desligado da empresa, em uma demissão em massa. Quem já passou por demissões em massa sabe que o processo é frio e humilhante.
Nenhuma reunião com humanidade, nada. Simplesmente um adeus que apaga todos os anos que você esteve na empresa de um modo... feio. Não tem muito como definir de forma diferente.
Mas... isso não é tudo.
Antes do desligamento, eu fui fazer uma pequena triagem (teste), pois desconfiava de alguma coisa. Eu nunca lidei bem com o mundo.
Socialmente, estranho. Os problemas sempre foram muito intensos para mim. Eu precisava controlar as coisas para que eu não tivesse que mexer nos planos de última hora, pois isso me causava um estresse intenso.
Nos testes, a psicóloga me encaminhou para uma avaliação neuropsicológica. Suspeita de combinações entre autismo, TDAH e altas habilidades. Isso, por si só, já é um momento estranho.
Parece que durante esse processo de remapeamento do seu novo eu neurodivergente perdemos a nossa identidade. Só que, ao mesmo tempo em que minha identidade foi "roubada" por essa descoberta, do nada eu tive roubada minha outra identidade, a profissional.
E isso causou uma certa pane. Um certo momento na minha vida em que eu olho para o horizonte e vejo um caos.
Para trás, revejo histórias que poderiam ter sido muito mais fáceis se eu soubesse quem era. E o futuro? Este então.
Me parece uma névoa enorme que eu não sei como realmente lidar.
Espero que a descoberta do que eu realmente sou como pessoa me faça ter um pouco de paz. Ou pelo menos me tire um pouco desse caos interno que eu nem sei explicar direito.
Mas é hora de olhar para o futuro.
Mesmo que eu não esteja valorizando tanto quanto valorizei um dia a vida — se é que já valorizei — preciso estar aqui, pois tenho pessoas que dependem da minha presença.
Língua: Português
Hace mucho tiempo que no escribo algo aquí. De hecho, hace mucho tiempo que no escribo nada. Quienes siguen mi espacio aquí habrán visto que solamente publico las actividades que hago en mi día a día.
Y, lamentablemente, ni siquiera esas las había estado publicando últimamente. Los motivos son varios. Llevo muchos años luchando contra una depresión, que es consecuencia del trastorno de ansiedad que siempre me ha acompañado. Y los trastornos de ansiedad que duran mucho tiempo siempre terminan derivando en una depresión.
¿Molesto? Sí. Pero con el tiempo, la medicación y la terapia, terminamos aprendiendo a convivir mejor con ello. Aunque en algunos momentos pueda convertirse en una carga muy pesada.
Y debido a diversos problemas familiares, durante los últimos tres años terminé enfrentándome a un proceso muy duro de sostener a mi familia, y eso me fue desgastando muchísimo.
Y esto repercutió tanto en mi vida personal como profesional. Para completar el cuadro, el 7 de julio fui despedido de la empresa como parte de un despido masivo. Quien ya ha pasado por un despido masivo sabe que el proceso es frío y humillante.
Ninguna reunión con humanidad, nada. Simplemente un adiós que borra todos los años que pasaste en la empresa de una manera... fea. No hay muchas otras formas de definirlo.
Pero... eso no es todo.
Antes del despido, fui a hacerme una pequeña evaluación (prueba), porque sospechaba que había algo más. Nunca he sabido lidiar muy bien con el mundo.
Socialmente, siempre fui el extraño. Los problemas siempre fueron demasiado intensos para mí. Necesitaba controlar las cosas para no tener que cambiar los planes a última hora, porque eso me provocaba un estrés muy intenso.
Durante las pruebas, la psicóloga me derivó a una evaluación neuropsicológica. Había sospechas de una combinación de autismo, TDAH y altas capacidades.
Eso, por sí solo, ya es un momento extraño.
Parece que durante este proceso de volver a mapear quién eres como una nueva persona neurodivergente, perdemos nuestra identidad. Pero al mismo tiempo que mi identidad fue "robada" por este descubrimiento, de repente también me quitaron mi otra identidad: la profesional.
Y eso provocó una especie de fallo del sistema. Un momento de mi vida en el que miro hacia el horizonte y veo caos.
Al mirar hacia atrás, veo historias que podrían haber sido mucho más fáciles si hubiera sabido quién era. ¿Y el futuro? Bueno, ese ya es otro asunto.
Me parece una niebla enorme que no sé realmente cómo afrontar.
Espero que descubrir quién soy realmente como persona me dé un poco de paz. O al menos que me ayude a despejar un poco este caos interior que ni siquiera sé explicar correctamente.
Pero es hora de mirar hacia el futuro.
Aunque ya no valore la vida tanto como alguna vez la valoré —si es que alguna vez realmente la valoré—, necesito estar aquí, porque hay personas que dependen de mi presencia.
Idioma: Español