O tema em pauta hoje é relatar a significativa população escolar que fica a margem do processo educacional ou daqueles que interrompem precocemente seus estudos sem ao menos terem atingido as exigências que a sociedade do século XXI impõe.
Observa-se um número significativo de estudantes com defasagem idade/série, sendo que esse fato contribui para o processo de exclusão. Quanto maior a defasagem, pior é o rendimento dos estudantes, indicam algumas pesquisas e estudo.
Aí quando se fala em defasagem, associamos a retenção que não é a medida mais apropriada à aprendizagem, ou seja, penalizando principalmente os estudantes de baixa renda. É preocupante esse fracasso escolar, pois muitos passam a aceitá-lo como sendo sua deficiência, onde sua auto-estima é abalada reforçando o processo de exclusão escolar.
Cabe a nós educadores, despertar nos estudantes para o fato de que são seres humanos capazes, produtores de idéias, focando a necessidade de que precisam trabalhar seus interesses, suas vivências e sua afetividade.
O que desejo é que a escola do século XXI crie futuros cidadãos capazes de desenvolver e melhorar suas competências, atitudes, valores necessários para o bem comum de todos e habilidades. Dessa forma, acredito que possa se tornar possível as condições para o acesso a permanência e aprendizagem dos estudantes, sem discriminação.