Há alguns dias, a Amida, uma de nossas cachorrinhas cuja história já contei por aqui, desenvolveu, no útero, um tumor que cresceu de forma rápida e muito grave. No início, uma das veterinárias que consultamos não queria realizar cirurgia, pois, segundo ela, não era assim tão urgente a situação. Porém, com o passar do tempo, a situação piorou, e tivemos que levá-la a um outro veterinário, uma senhora muito atenciosa que prontamente se dispôs a realizar uma operação para remover o problema.
A cirurgia foi ontem de manhã, e o que aconteceu, no momento de levar a Amida para a cirurgia foi impressionante. Ela havia dormido na área de serviço da casa, que tem uma porta que leva para o quintal. No quintal, obviamente, estão os outros cachorros, e como a Amida, que não conseguia andar e estava extremamente debilitada pela anemia e dor, ficou deitada na caminha, de frente para a porta.
Logo antes de colocarmos a cachorrinha no carro, percebi que ali na porta estavam a Peggy e a Wanda, observando nervosas a amiga enferma, inquietas e querendo entrar. A Peggy fazia um som que eu nunca tinha ouvido, como se gemesse de agonia por ver a irmã naquelas condições, e a Wanda pelo jeito passou a noite ali na porta, pois nem quis comer a mistura que damos para os cachorros, composta de polenta e ração.
No dia seguinte a Amida retornou, e quando chegamos com o carro, antes mesmo de entrarmos pelo portão, estavão lá a Peggy e a Wanda, esperando, ainda ansiosas e preocupadas. Quando viram a amiga começaram a latir, como se comemorassem o retorno dela. Hoje a nossa recém operada ainda está repousando dentro de casa, e suas amigas continuam por perto, tomando conta e dando todo o apoio que podem.
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