Daqueles que pensam duas vezes antes de agir, não falam alto (em geral), não desejam ser o centro das atenções, pensam muito e falam pouco, não se sentem bem em eventos hiper lotados ou festas barulhentas demais, não gostam de "fervo", muitas vezes preferem estar sozinhas ou com poucas pessoas.
A introversão diferente da timidez é um estado de ser, um modus operandi, segundo Jung (um dos maiores estudiosos a respeito do tema, e fantástico pensador da psicologia humana), todos temos os dois lados, a extraversão e a introversão. Um é pensar pra fora e o outro é pensar pra dentro. Podemos apresentar ambos os tipos, mas em diferentes períodos da vida sempre haverá um mais forte, porém a tendência é sempre pender mais para um deles.
Eu sempre fui introvertido, possivelmente tímido na infância, até amadurecer e formar meu caráter introvertido. O introvertido não entra em pânico ao falar em público e nem sente que o mundo todo está tirando uma da cara dele, é mais como uma sensação de: -Vale a pena falar em público, eu preciso disso, o momento exige isso? A introversão é uma espécie de egoísmo do bem onde você concorda consigo mesmo que o melhor é falar pouco, se envolver pouco, só dar energia e atenção para aquilo que você realmente acredita e para aqueles que realmente ama.
Normalmente fico contemplando essas pessoas frenéticas, eufóricas que falam com todos o tempo todo, precisam puxar assunto, não se sentem bem em silêncio consigo mesmo. Normalmente um introvertido tem mais facilidade para atividades do tipo: meditação, yoga, desenho, pintura, música. Pois sua frequência é um pouco mais suave, lenta...
Não desvalorizo a proatividade da extroversão, sempre considerei muito quem tem esse tipo de energia e facilidade social, de se enfiar em todo tipo de evento lotado, de falar com todo e qualquer ser humano sem alguma ponderação, de não se importar com barulhos, de apenas viver o dia como se tudo estivesse normal (nossa, essa frase soou depressiva, hahah).