Diário de Quarentena #37

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Final do mês chegando, inverno começando, e tudo mais do mesmo.

Cada cidade no Brasil vive suas particularidades, de problemas antigos e agora outros novos...

Umas caminham melhores, outras piores.

O Rio de Janeiro que é uma perspectiva mais real do que posso trazer, e ainda têm o viés da interpretação, que é natural da nossa espécie.

Vejo tudo mais do mesmo. Desde os problemas antigos (violência, corrupção, dificuldade mobilidade urbana, desigualdade social...) e o grande novo problema que é lidar com uma nova epidemia, de um novo organismo, que causa um grande impacto social em escala e desproporcional a capacidade de resposta a demanda em diferentes instâncias.

Durante a segunda e terceira semana desse mês, na Instituição que trabalho na emergência, que não é referência, diminuiu muito a chegada de novos casos.

Os casos que chegam suspeitos, estão conseguindo ser levados após primeiro atendimento e triagem, para hospitais de referência.

Mas na última semana tem aumentado os casos, nada como final de abrir e mês de maio. Ao mesmo tempo que a cidade vem voltando ao normal.

Próximo mês certamente vamos saber o que vai dar. Torço pelo melhor.

Ainda não testei, também não tive sintomas. Apesar de me inscrever para UTI's de COVID, ainda não fui chamado, a demanda de instensivistas (especialistas) ainda está dando conta. Fico na emergência psiquiátrica, que é no mesmo local que a emergência clínica, porém temos enfermarias separadas.

A triagem é feita na entrada pelo enfermeiro das demandas espontâneas.

Também chegam pacientes através de bombeiros / SAMU (mais frequênte), ou regulados de UPA's/clínica da família.

Um pouco do meu dia a dia e da emergência pública do Rio.

Até!

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