No entanto ele explica que perdemos grande parte desta capacidade de “ver” ou sentir energia devido a socialização.
Depois de milênios se desenvolvendo em sociedade, aos poucos nossa consciência se tornou presa em um padrão único e fixo. Uma maneira padronizada de perceber o mundo ao nosso redor, como um conjunto de objetos materiais sólidos sistematicamente etiquetados através de juízos de valor.
Agora nossa capacidade inata de perceber energia diretamente se perdeu e é necessário um longo treinamento para recupera-lá. Era isto que ele vinha me ensinando durante todos estes anos.
Ele disse que esta fixação da atenção em um padrão único foi algo necessário para nossos antepassados como necessidade de sobrevivência em um universo predatório e hostil.
Mas que agora já era mais que chegado o tempo de voltarmos a beber da fonte energética de tudo o que existe e recuperarmos nossa herança ancestral e verdadeira essência como seres luminosos e captadoras de energia.
Para tal era necessário um esforço supremo, uma vontade de aço a fim de, aos poucos, através de disciplina e treinamento consistente, ir minando aquele padrão fixo que se tornara uma barreira, uma prisão perceptiva que nos impedia de ver o universo como ele realmente é.
Somente quando este padrão finalmente era estilhaçado então era como se um véu fosse retirado da frente de nossa visão e tudo se revelava novamente em sua essência: o cosmos inteiro é feito de energias e de infinitas linhas, cordas ou filamentos luminosos cuja matéria prima é a consciência.