Sem acesso à internet seria impossível evitar gasto duplo, pois transações com moedas digitais como Bitcoin necessitam acessar a blockchain, obviamente, disponível na internet para prevenir-se de golpes. Será?
Imagine um aplicativo de smartphone onde fosse possível enviar promessas de bônus para um outro aplicativo instalado no smartphone do receptor. Alem disto, imagine que esse receptor pudesse transferir, através de escaneamento de QR code, essa promessa de bônus para um terceiro receptor. Para ilustrar, imagine que essas promessas sejam descontos em futuras aquisições de produtos ou serviços oferecidos pelo emissor desses bônus.
Nesse estudo de caso, o receptor das promessas de bônus ou descontos terá que confiar no emissor dessas notas promissórias, pois o emissor pode não cumprir o que prometeu. O mesmo pode acontecer com o receptor, caso ele opte por repassar esses bônus para um terceiro. Alias esse receptor pode optar por cometer o gasto duplo. Ou seja, quem receber o bônus terá que confiar no seu emissor, pois sem internet e, consequentemente, sem acesso a uma blockchain, será impossível verificar se houve gasto duplo. Será?
Na minha opinião, essa desconfiança em série pode ser resolvida implementando a solução contratos inteligentes, que pode ser previamente estabelecido entre o grupo de interessados em repassar valores e sem necessariamente ter que usar a internet para validar suas transações. Obviamente, essa prova de confiança em grupo teria que ser um serviço bem estruturado e oferecido por empresas especializadas em segurança da informação.
Parece utópico imaginar o uso de moedas digitais sem a necessidade de acesso a internet para validar transações, mas com o surgimento dos contratos inteligentes, no futuro, será possível vender serviços de acesso a prova de confiança e de importância.
Seria possível aceitar moedas digitais baseando-se apenas na eficiência dos contratos inteligentes? Dê sua opinião.