A dream that (still) hasn't left the drawing board.

Words
1377
Reading
7 min
3M
Listen to this post
~9 min

This publication was also writen in SPANISH and PORTUGUESE.

the_writers_mind.jpg

Fast Company Brasil

Yesterday, 25 July, Writer's Day was celebrated here in Brazilian territory. That date reminded me of my desire to become a writer, which was later "replaced" by the desire to become a screenwriter. In a way, the craft is the same, but what definitely changes is the approach within each art form. Literature and Cinema are opposites, even though they share similarities in terms of their use of words. So, I continue along the same path. I love writing, and days like this remind me of how important it is to me (even though it's just another day).

From the moment I started looking at cinema from a more immersive perspective (rather than just as another random viewer), I began to nurture my desire to write stories, because my mentally creative side didn't work solely with the idea of visual aesthetics. As a result, my choice to write came out as a natural next step, one that works for both books and movies (although, as mentioned before, they are two different fields).

On the other hand, the demands of real life gradually pulled me away from that desire (which turned into a dream, and whose flame is still burning). However, when there is a genuine pursuit of what makes us happy, that longing rarely disappears. No matter what happens, the desire/dream will always be there, reminding us of what motivates us as human beings. I like to think that all of this serves as "fuel" to keep us moving forward, because we all need ambitions to achieve (not out of vanity, but out of the need to grow).

Not every desire or dream comes to fruition, because things don't always happen the way we want them to, and that's okay. Dealing with frustration isn't easy, but sometimes those very desires or dreams end up being "reshaped" so they can be achieved within different realities (which, incidentally, we often hadn't even considered). It's all a matter of perspective, because when it comes to writing, the possibilities are quite diverse.

In this context, I believe the most important thing is to never stop writing. Whenever I have a new idea, I make notes that I later develop into some kind of narrative. The downside is when there's an accumulation of disconnected ideas (because, naturally, everything tends to become more confusing), but since I've learned how to deal with that, I'm able to filter what truly matters. Writing is a process of continuous growth, one that requires a range of qualities (not always so specific) that each person can gradually develop over time.


Un sueño que (todavía) no salió del papel.

Ayer, 25 de julio, en suelo brasileño se celebró el Día del Escritor. Esa fecha me hizo recordar mi deseo de ser escritor, que posteriormente fue “sustituido” por el deseo de ser guionista de cine. De cierta forma, el oficio es el mismo, pero lo que definitivamente cambia es el enfoque dentro de cada tipo de arte. La Literatura y el Cine son opuestos entre sí, aunque tengan sus semejanzas en cuanto al uso de las palabras. Así pues, sigo por el mismo camino. Me encanta escribir, y días como este me hacen recordar lo importante que es esto para mí (aunque sea solo un día más).

Desde el momento en que empecé a ver el cine desde una perspectiva más inmersiva (y ya no solo como espectador), comencé a alimentar mi deseo de escribir historias, porque mi lado mentalmente creativo no trabajaba únicamente con la idea de lo visual y lo estético. Así, mi elección de escribir fue una decisión consecutiva, que funciona tanto para libros como para películas (aunque, como ya dije anteriormente, sean dos campos diferentes).

Por otro lado, las exigencias de la vida real me fueron alejando de ese deseo (que se transformó en un sueño, y cuya llama sigue encendida). Sin embargo, cuando existe una búsqueda sólida de aquello que nos hace felices, esa voluntad difícilmente desaparece. Pase lo que pase, el deseo o el sueño siempre estará ahí, recordándonos lo que nos motiva como seres humanos. Me gusta pensar en la idea de que todo eso se utiliza como un “combustible” para seguir adelante, porque todos necesitamos ambiciones que conquistar (no por vanidad, sino por la necesidad de evolucionar).

No siempre todos los deseos o sueños llegan a hacerse realidad, porque no siempre todo sucede de la manera en que queremos, y eso está bien. Lidiar con la frustración no es una tarea fácil, pero a veces esos mismos deseos o sueños tienden a ser “remodelados” para que puedan alcanzarse dentro de otras realidades (que muchas veces ni siquiera habíamos considerado, por cierto). Todo es una cuestión de perspectiva, porque en el caso de la escritura las opciones son muy diversas.

Dentro de este contexto, creo que lo más importante es no dejar de escribir. Siempre que tengo una idea nueva, tomo apuntes que más adelante termino desarrollando en algún tipo de narrativa. La parte que no es tan buena en ese sentido es cuando existe una acumulación de ideas desconectadas (porque naturalmente todo tiende a volverse más confuso), pero como ya aprendí a lidiar con eso, consigo filtrar lo que realmente importa. Escribir es un proceso de maduración continua, que exige una serie de cualidades (no siempre tan específico) que cada persona puede ir desarrollando poco a poco.


Um sonho que (ainda) não saiu do papel.

Ontem, dia 25 de julho, em solo brasileiro foi comemorado o Dia do Escritor. Essa data me fez lembrar do meu desejo de ser escritor, que posteriormente foi “substituído” pelo desejo de ser roteirista de cinema. De certa forma, o ofício é o mesmo, mas o que definitivamente muda é a abordagem dentro de cada tipo de arte. Literatura e Cinema são opostos entre si, ainda que tenham suas semelhanças em termos de uso de palavras. Sendo assim, eu sigo no mesmo caminho. Eu adoro escrever, e dias assim me fazem lembrar do quanto isto é importante para mim (embora seja só mais um dia).

Desde o momento em que eu comecei a encarar o cinema por uma perspectiva mais imersiva (e não mais apenas como espectador), eu comecei a alimentar o meu desejo de escrever histórias, porque o meu lado mentalmente criativo não trabalhava apenas com a ideia do visual estético. Sendo assim, a minha escolha de escrever foi uma decisão sequencial, que funciona tanto para livros quanto para filmes (embora, como já dito anteriormente, sejam dois campos diferentes).

Por outro lado, as demandas da vida real foram me afastando desse desejo (que se transformou em sonho, e que segue tendo à sua chama acesa). No entanto, quando existe uma busca sólida pelo que nos faz feliz, essa vontade dificilmente desaparece. Aconteça o que acontecer, o desejo / sonho sempre estará lá, nos lembrando do que nos motiva enquanto seres humanos. Eu gosto de pensar na ideia de que tudo isso é usado como um “combustível” para seguirmos a diante, porque todos nós precisamos de ambições a serem conquistadas (não por vaidade, mas pela necessidade de evolução).

Nem sempre todos os desejos ou sonhos saem do papel, porque nem sempre tudo acontece do jeito que nós queremos e está tudo bem. Lidar com a frustração não é um trabalho fácil, mas às vezes, esses mesmos desejos ou sonhos tendem a ser “remodelados” para que eles possam ser alcançados dentro das outras realidades (que muitas vezes sequer eram consideradas por nós, aliás). Tudo é uma questão de perspectiva, porque no caso da escrita as opções são bem diversas.

Dentro desse contexto, eu acredito que o mais importante é não deixar de escrever. Sempre que eu tenho alguma ideia nova, eu faço anotações nas quais eu posteriormente acabo desenvolvimento algum tipo de narrativa. O lado que não é tão bom nesse sentido, é quando existe um acúmulo de ideias desconectadas (porque naturalmente tudo tende a se tornar mais confuso), mas como eu já aprendi a lidar com isso, eu consigo filtrar o que importa. Escrever é um processo de amadurecimento contínuo, e que demanda uma série de qualidades (nem sempre tão específicas) que cada pessoa pode ir liberando aos poucos.

A dream that (still) hasn't left the drawing board. | Ecency