Já aviso de antemão que não leia esse relato digno de um estudo científico caso tenha estômago fraco, a foto aqui exposta, tirada no mesmo lugar que a do post "O Bosque" é para amenizar as cenas descritas, chocantes.
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Era uma vez eu, numa tarde quente de uma primavera saudosa. Eis que este que vos fala estava na cozinha, comendo qualquer coisa que encontrei pelos armários, provavelmente algo saudável como um delicioso pote de Pringles verde. Como em qualquer outro dia, eu olhei pela janela e observei meus bichinhos de muita estima, todos deitados no gramado tomando Sol como se fossem turistas numa praia. Contei um, dois, três, quatro, cinco, seis, mas "quedelhe" o sétimo? Pra variar, a protagonista dessa história é a Peggy, ela faltava naquela situação de praieiros caninos muito interessante de se observar.
Resolvi sair, aproveitando que a porta estava aberta (quem dera estivesse fechada, eu não teria presenciado o que presenciei), o Sol bateu no meu rosto, os cachorros levantaram e vieram até mim e eu olhei para os lados, a procura da desaparecida e saudosa Peggy.
Andei pra lá e pra cá, e infelizmente a encontrei. De longe, vi que ela estava comendo algo grande e estranho. Pensei ser uma pomba, então me aproximei. Triste decisão. Alguns dias antes, uma de nossas cachorras havia morrido e a enterramos no quintal. Pois é. É isso mesmo que vocês estão pensando. A Peggy, aquela mesmo do post anterior, havia desenterrado a colega e a estava ingerindo, deglutindo. Não sendo mais específico para ninguém passar mal, apenas digo que ali estava servindo de alimento diversas partes da falecida.
Vendo aquilo, eu apenas virei de costas e entrei em casa, estupefato. Mais tarde, enterramos novamente, e dessa vez bem mais fundo.
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