Um ano antes da chegada do Lupe, cuja história contei em um post anterior, estávamos eu e minha mãe no carro quando avistamos, num terreno vazio, uma cadela que claramente havia acabado de dar a luz a filhotes, pois estava com as mamas cheias de leite. Paramos o carro e nos dirigimos até ela, que era extremamente dócil e receptiva. Não encontramos nenhum filhote, provavelmente alguém os pegou e abandonou a mãe.
Colocamos a cadela no carro e a levamos para casa. Ela, muito tranquila, comeu e bebeu, estava saudável e logo se adaptou ao novo lar. Os anos se passaram e ela se tornou um dos melhores cachorros que já tivemos, sendo muito limpa, calma, amigável e até mesmo silenciosa, pois não costumava latir desesperadamente por qualquer coisa.
Num dia, a Ságua, uma de nossas gatinhas, cuja história esta num post anterior, saiu pela janela e foi passear no quintal, coisa que não costumamos deixar, por causa dos cachorros. A Teca, protagonista deste post, pegou a Ságua pelo cangote, como se fosse seu filhote, e levou pra lá e pra cá pelo quintal, como se procurasse um local para fazer um ninho e cuidar de sua nova cria adotada. Após esse ocorrido, a Ságua nunca mais saiu, baita susto!
Há poucos anos, a Teca começou a adoecer, tanto pela idade quanto por problemas de saúde. Ela permaneceu, até seus últimos dias, muito companheira e querida.
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