Pensando em mais uma história da Ságua, cuja chegada relatei num post anterior, lembrei de um fato curioso que acontecia com frequência, há vários anos. Ná época nossa vizinha era uma senhora japonesa que mantinha, em seu quintal, um jardim florido, com diversas plantinhas de legumes, verduras, chás e outras miudezas como bonsais. A Ságua, muito esperta, descobriu esse cantinho paradisíaco e começou a fugir pela janela para ir lá passear.
Se fosse só isso não teria problema. A grande questão eram os cachorros, nada confiáveis para ficarem perto de um gato. Toda vez que a Ságua saia, tínhamos que ir até o quintal da vizinha buscá-la, pois ela não queria sair de lá. Até que um dia, numa dessas empreitadas da sagaz gatinha siamesa, a Teca, nossa cachorra cuja história também contei num post anterior, pegou a Ságua no flagrante e ficou carregando ela pra lá e pra cá pelo quintal, como se fosse um filhote, para brincar ou montar um ninho com sua cria recém adotada.
A Ságua não entendeu nada e quase infartou com aquele baita susto, e na vez seguinte que ela tentou ir à casa da senhora japonesa, eu tive a ideia de, toda vez que ela fizesse isso, chamar a Teca, falando seu nome em voz alta, o que fez com que a Ságua recuasse e não saísse pela janela, e ficasse lá, esperando a Teca aparecer, com medo de sair e ser adotada novamente.
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