Neste terceiro capítulo do livro, temos André Luiz chegando à colônia Nosso Lar. O velhinho que o ajudou, chamado Clarêncio, o leva, com seus dois ajudantes, a um hospital. Eles atravessam os muros da cidade e chegam a um belo edifício. André Luiz permanece deitado, ainda muito debilitado. Ele vê o Sol, e, num primeiro momento, não o percebe como tal, mas logo lhe é dito que sua percepção visual ali é diferente, pois não se encontra mais num corpo material, e assim consegue enxergar um espectro maior de luzes e cores, o que deixava o Sol ainda mais belo de ser contemplado. Servem a André Luiz comida e água fresca, que o reconforta e traz a ele novas energias.
Num dado momento, André Luiz começa a ouvir uma melodia doce. Um enfermeiro que o acompanhava, diz a ele que se trata de um momento de prece em toda a colônia. Ele, o enfermeiro, estava a caminho de uma sala onde algumas outras pessoas estavam se reunindo para participar das preces. André pede para acompanhar o colega, mesmo estando fraco. Os dois se dirigem para o salão, que esta cheio de outras pessoas. Lá dentro, foi feita uma prece em conjunto, com um belo hino. Ao final, André e o enfermeiro retornaram à sala do hospital onde o enfermo estava hospedado, e, segundo ele, não se sentia mais tão pesado e doente como antes, já percebendo os efeitos positivos de todo o cuidado que estava recebendo e também que aquela oração havia trazido a ele.
O que mais me impressiona nesse capítulo é como a oração ajuda André Luiz a se sentir melhor. Em minha humilde interpretação, essa melhora vem dele próprio. A oração é um mecanismo de limpar nossas mentes e nos deixar mais focados e concentrados, mais leves, trazendo energias boas, eliminando as ruins e nos conectando a um plano mais elevado de existência e espiritualidade. Podemos utilizar a oração para nos comunicar com Deus, com espíritos superiores (e até mesmo inferiores) a fim de pedir ou agradecer, mas também com finalidade de proporcionarmos a nós mesmos um bem estar, serenidade, tranquilidade e cura.
Acredito que não tenha uma forma correta e única de fazer uma prece. O que importa é a finalidade do ato e como ele te faz sentir. André Luiz estava num ambiente bom, cercado de boas pessoas, mas se ele não estivesse receptivo à cura e as energias boas trazidas por uma prece, ele continuaria mal e nada melhoraria sua situação. Estar receptivo a receber os benefícios da prece e fazê-la com sinceridade é o principal. Todos podemos fazer, todos serão ouvidos.
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