Um robô será sempre um conjunto de peças, mais ou menos complicadas, cada vez mais complexas e minimizadas (admito que no futuro com materiais cada vez mais orgânicos) e software.
E é na componente software que baseio a minha teoria.
Software é uma sequência de instruções encadeadas ou não que são seguidas e ou executadas com o objetivo de analisar, modificar ou processar dados.
De uma forma muito simplista mas ao mesmo tempo realista, o software resume-se a If's.
Para quem não está familiarizado com isto das linguagens de programação de softwares, independentemente da linguagem de programação que se use para criar as tais instruções que no final darão o software, todas elas usam uma instrução do tipo: if... then... else.
Exemplificando e simplificando
Imaginem que desenvolvo um software para fechar a água de uma torneira quando o balde estiver cheio de água. Então poderíamos resumir o software assim:
If
balde=cheio
Then
"fecha torneira"
Else
"verifica balde outra vez".
Como podem ver existe sempre uma solução/acção para o
If
e é isto que fará com que os robôs nunca sejam humanos. Para nós humanos, a dúvida faz parte da nossa essência, é necessária à nossa sobrevivência, ajuda-nos a evoluir e é também de alguma forma a base dos nossos sentimentos e emoções.
Os robôs terão sempre uma solução a cada
"se"
que apareça, nós não, nós continuaremos com dúvidas, dando o benefício da dúvida, pura e simplesmente não escolhendo uma opção a um
"se"
que nos surja e outras vezes fazendo escolhas e tendo certezas, mesmo que não sejam ou estejam certas.
Por isso os robôs serão sempre robôs e nós cá estaremos!
Os robôs serão sempre robôs | Ecency
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