É o vento que te aponta o caminho
Repito cada silêncio exagerado
Sublinho a carvão cada grito nocturno onde me parecem fantasmas nascidos da ponta de cigarros
No tremer da voz não se escutam as palavras escritas
Sentem-se na mão que escreve cada gota de orvalho que amanhece
Todas as cores no inverso do nada,
esboços de caminhos onde me vou albergar
A densidade é tudo o que não perceptível
Na cara uma brisa de vento
Na boca a espuma que chega do mar
Na mão trago uma estalagem
Alugo frases avulsas