Continuando a história 11 da TAG #eraumavez
Parte 1 por Bárbara Li Sarte
Parte 2 por Cristiano Casagrande
Parte 3 por Leo de Lara
Parte 4 por Matheus Guimaraes
Um caminho mais direto e ao mesmo tempo mais arriscado, íngreme, pelo meio do mato, onde teríamos que escalar um paredão e depois desbravar um trecho de barranco em meio a mata fechada para chegar na vertente. Para isso, levamos um facão.
Acontece que logo no início, quando ainda estávamos atravessando um pasto de capim alto, o pior aconteceu: Enfiei a mão em um arbusto para subir um trecho e ZAZ! Acertei em cheio uma toca de vespas e levei três picadas na mão direita. Que dor! E nem tínhamos começado bem a subir.
Qualquer pessoa sensata teria desistido da empreitada, mas eu estava muito decidido a chegar lá, além do mais eu próprio tinha inventado de ir por ali, convencido meus amigos que seria fácil, e não queria decepcioná-los.
Escalei o paredão sem utilizar uma das mãos e até hoje não sei como consegui, descobri neste dia que sou capaz de andar que nem um cabrito selvagem por uma pedreira, sem utilizar as mãos. Quando chegamos finalmente no trecho de floresta, olhei minha mão e vi que estava inchada demais, a mão direita estava como uma bola enorme e vermelha. E era justamente minha mão boa para manusear o facão.
Pedi a um dos meus amigos para abrir a trilha, ele tentou, mas era meio desajeitado. Acabei pegando o facão de volta e descobri que sou capaz de cortar mato muito bem utilizando a mão esquerda, embora não seja canhoto. Não foi fácil, e em alguns momentos quase me desequilibrei e rolei morro a baixo.
No final conseguimos chegar lá para apreciar toda aquela beleza de panorama. Ufa! O lugar tem realmente uma vista fabulosa. Este episódio do vespeiro parece ter de alguma forma deixado o visual mais linda do que o normal e aquela tarde ficou gravada de forma nítida na minha memória.
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