Nos episódios anteriores:
- Parte 1 | A volta em uma ilha aos 12 anos | por
@barbaralisarti
- Parte 2 | Ficou com | por
@casagrande
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Como já dizia o antigo poeta:
Desta vez, serão contos reais vivenciados pelos integrantes da comunidade e, inspirado na aventura da
@barbaralisarti em uma ilha do litoral paulista... (
@casagrande, 2018, p. Steemit)
Era uma vez um "causos" da vida
O causo da @barbaralisarti, nesse post aqui, me fez lembrar de uma situação muito perculiar em minha vida. Antes de começar, um breve contexto de quem sou eu. Sou filhos de pais divorciados desde que eu tinha pouco mais de 1 ano de idade. Passei a maior parte da infância sob a guarda de minha avó paterna, que me criou com todo amor e carinho, se esforçando para me dar tudo e mais um pouco. Ainda assim tive que conviver com inúmeras indas e vindas à audiências judiciais da vara da família. Fazendo com que de tempos em tempos eu fosse morar minha mãe, em seguida retornasse à minha avó e assim sucessivamente. Pois bem, agora podemos começar nossa história.
Em uma daquelas situações, comum a qualquer criança, nosso protagonista, Leo de Lara, estava morando com sua avó paterna, quando houve algo que o deixou profundamente insatisfeito. Provavelmente algo extremamente insignifica, mesmo porque não relato de nenhuma testemunha oficial que garanta com segurança qual foi o verdadeiro motivo a gerar tal ação, que vamos lhes contar na história a seguir.
Imagem: Acervo pessoal
Não foi este Leo da esquerda, e sim o Leo de cajado na mão, que protagoniza essa aventura. Decidindo desbravar o que jamais havia desbravado. Certa vez, revoltado com a vida, em seus maduros 10 anos de idade, Leo decidiu fugir de casa. Deixando um bilhete onde escrevera apenas isto:
"Estou saindo daqui e partindo em busca da felicidade!"
É muito fácil identificar sua veia dramática, quase canceriana, desde os primórdios dos tempos. Pegando sua fiel bicicleta, decidiu fazer um percurso nunca antes feito por ele sozinho. Saiu de Penha no fim de uma tarde de verão e pedalou quase 20 kilometros.
Solitário e consumido pelo medo que as brumas do entardecer lhe causaram, nosso protagonista cogitou desistir e voltar. Contudo, nesse momento já estava na metade do caminho dos 13km de orla da praia de Navegantes.
Imagem: Google maps
O medo o domina, os mais apavorantes seres pairam por sua cabeça. Mas Leo não desiste e continua a pedalar. Horas depois, chega em seu destino. Alcança a forteleza da casa de sua mãe e seus avós maternos. A aventura foi tão penetrante que por semanas sentiu todo aquele medo percorrer seus músculos, diáriamente. Depois disso, Leo nunca mais voltou a andar de bicicleta.