A situação de violência no Rio de Janeiro há tempos necessita de uma ação drástica, mas o que esperar desta intervenção na segurança no Estado Fluminense.
A verdade é que nenhum carioca espera muito das ações militares na cidade. Estamos acostumados com ações militares na cidade. Há primeira grande ação militar foi durante a Rio92, mas as recentes foram um fiasco.
Devido a grande quantidade de roubos de cargas, o exercito começou a a patrulhas as principais vias do estado e sabe o que ocorreu? O número de roubo de cargas aumentou. Durante a guerra na Rocinha o exercito invadiu a favela para prender o traficante Rogerio 157 e sabe o que aconteceu? O traficante fugiu do cerco militar.
Diante de toda esta desilusão, por que agora o Temer resolve tomar esta medida tão radical?
1- Já não há apoio para a Reforma da previdência. Então é uma ótima estratégia para se mudar o foco. Mas também há um interesse de angariar eleitores de Bolsonaro, pois o uso de militares é a bandeira do candidato que está na frente de pesquisas eleitorais.
2- O PT já se posicionou contra a intervenção. O que acho um absurdo. Além da medida ser necessária (mesmo que não acredite em grandes resultados) seria uma excelente forma de se barrar a reforma da previdência. Pois durante uma intervenção federal não se pode alterar a constituição, mesmo se o Temer suspender a intervenção para votar a previdência é completamente inconstitucional. O que geraria problemas jurídicos futuro.
Então PT, por que ser contra tudo e todos?
Na verdade ainda não está claro os objetivos políticos do governo para tal medida. Sempre há desconfiança em qualquer ação destes governantes. Mas vamos ver se realmente teremos alguma ação efetiva que diminua a guerra que vivemos no Rio.