De tempos em tempos surge no mercado uma nova tendência, uma nova moda que faz com que os profissionais de diversas áreas de atuação remexam-se em suas cadeiras. Já vimos o inbound marketing, a transmídia, o buzz marketing, a guerrilha, o storytelling e dezenas de outras "buzzwords" em apresentações e discursos sobre o futuro dos negócios em marketing, publicidade e áreas correlatas.
Todo mundo quer surfar nas ondas das tendências e farfalhar orgulhosos as bandeiras do pioneirismo. Não que isto seja um problema, tampouco um erro. Contudo, assim como na ciência, muito deve ser estudado e experimentado antes que se divulgue uma nova droga milagrosa, capaz de salvar o mundo de seus males.
Olhando por este prisma, por que temos tanta pressa em aplicar estas novas tendências sem ao menos estudarmos afundo suas aplicações, métricas e efeitos colaterais?
A palavra da vez é o "gamification". Além de um prato cheio para quem gosta de estrangeirismos, qualquer um pode supor que esta nova buzzword trata-se apenas de colocar jogos em todos os lugares e engajar uma nova geração ávida por consumir tais mídias. Mas será que é isso mesmo? Será que os gurus do marketing e da comunicação empresarial sabem mesmo do que estão falando? Dar pontos, brindes e medalhas é realmente o caminho para o sucesso?
Dizem as más línguas que talvez tenham sido os cães que ensinaram Pavlov a alimentá-los enquanto ele tocava seu sino. Uma teoria no mínimo interessante, mas que deixa a dúvida no ar e a certeza de que não podemos aceitar qualquer tendência como se fosse um petisco, pois pode ser que estejamos salivando pelas respostas erradas.
Até a próxima!