Também fiquei sem palavras e comecei a balbuciar algo... Assim que percebeu que eu o reconheci, disse:
– Você está muito bem! Diferente de quando nos encontramos antes, agora você possui um molde equilibrado e apropriado.
– Um “molde”? O que quer dizer...? – retruquei meio sem jeito.
– Não se preocupe! – e estendeu a mão para que eu a apertasse.
Nos cumprimentamos e quando eu ia começar a falar e despejar uma torrente de palavras, levando o dedo indicador aos lábios, ele me fez sinal para calar.
– Agora não. Hoje um avisado da força me trouxe até você, mas ainda preciso de mais um sinal da força para que possamos continuar a conversar.
Neste momento escutei a voz da minha irmã que estivera procurando por mim, me chamando...
– Não é o momento propício. Se puder me encontre aqui novamente amanhã, um pouco mais tarde, antes do sol se por, que talvez tenha algo para te entregar... – emendou o Sr Souza.
E fez um aceno como se fosse partir.
– Espere Sr Souza, eu....
Escutei novamente a voz impaciente de Vitória. Me voltei para a direção dela por um segundo a fim de pedir que esperasse.
Titubeei e quando endireitei o corpo de volta na direção de Emiliano, ele havia desaparecido.
...