Minha aventura pessoal...

dosh(64)
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No final do ano de 1999, eu havia acabado de concluir o curso de Filosofia na Universidade Federal do Rio de Janeiro e estava sem saber o que fazer da vida. Havia um forte boato de que o mundo acabaria assim que entrássemos no novo século e embora eu não me considere uma pessoa supersticiosa, ainda assim fiquei com uma pulga atrás da orelha. Uma parte de mim esperava o colapso.


O colapso acabou acontecendo, mas não o fim do mundo, e sim a destruição da minha visão de mundo particular e do meu modo de vida cotidiano, que mudaria para sempre de forma drástica. Ainda naquele verão eu voltaria a entrar em contato com meu futuro mestre: Seo Emiliano Souza.


Meio perdido, sem perspectivas e não querendo passar o fim de ano vendo a queima de fogos na praia de Copacabana, aceitei uma proposta de trabalho um tanto inusitada: assistente de produção em um filme sobre a produção de borracha na Amazônia.

Explico: Minha prima Vitoria durante muito tempo morou e trabalhou na floresta amazônica através de certas organizações de apoio aos povos da floresta: Seringueiros e etnias indígenas.

Neste ínterim surgiu uma empresa que tinha em mente desenvolver um produto inovador, um tecido emborrachado que deveria ser fabricado pelos próprios seringueiros e assim ter um conceito ecológico e sustentável, preservando a floresta e ao mesmo tempo buscando melhorar a renda e a qualidade de vida de seus produtores.

Tal empresa pretendia filmar a produção em duas áreas, uma reserva extrativista e uma aldeia indígena, ambas localizadas no estado do Acre e próximas à fronteira com o Peru.

Meio de bate pronto aceitei o convite para embarcar nesta aventura sem ter a mínima ideia do que me esperava, e que passaria meses perdido viajando de canoa pelos rios e igarapés infestados de jacarés, cobras e outras feras.

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