A estranha estória começa quando ela ainda adolescente, ia de canoa, desde sua aldeia no coração da floresta, junto com seus parentes, até a Cidade Grande mais próxima. Este trajeto leva vários dias. Os índios iam para vender farinha de mandioca no mercado.
E em uma manhã bem cedinho, quando lavava panelas na beira do rio, e os outros índios ainda estavam começando a despertar para a jornada, foi roubada. Rapitada por tripulantes de um barco e levada amarrada durante muitos dias, vindo finalmente chegar em Manaus. Ali pretendiam vendê-la para um bordel da cidade. Por um golpe de sorte, ao esquecerem uma janela destrancada ela acaba conseguindo fugir no silêncio da noite quando todos dormiam.
Correu desesperada durante a madrugada inteira para muito longe até chegar em um bairro afastado, quase na roça. Sem saber o que fazer, depois de um tempo perdida, dormindo no meio do mato e comendo frutas, passou a viver trabalhando como empregada, em troca de alguns pratos de comida. Sempre com medo de ser novamente capturada e as vezes sofrendo ataques dos patrões.
Então a sorte mudou novamente a seu favor e ela conheceu Jam, um simples empregado de uma pastelaria. Os dois jovens logo se apaixonaram e em pouco tempo vieram a se casar. Então Elena sentiu-se segura pois Jam, que viria a ser o pai de Emiliano, era um exímio lutador de artes marciais e podia protegê-la. Ele aprendera a lutar com seu avô, que tinha origem oriental.
Não antes de mais algumas outras aventuras, ela convenceu Jam a irem de barco até o Acre para rever seus parentes que à esta altura, (passara-se quase 1 ano) pensavam que ela já estivesse morta.
Elena pôde então alcançar sua terra natal, reencontrar os seus e a aldeia onde sempre vivera e de onde nunca mais ia querer sair. Jam acabou ficando na floresta com sua amada e os nativos, por um bom tempo, e foi lá mesmo que Emiliano nasceu...
Continua...
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