Buenas! Tudo certo? Então, há controvérsias :D Principalmente no caso dos italianos porque a legislação deles não tinha limite de geração para transmitir a cidadania e pelo fato de muitos países europeus usarem o conceito de jus sanguinis em vez do jus soli utilizado nos países americanos. Então, um estrangeiro, descendente, acabava tendo direito à cidadania. Isso vigorou até pouco tempo e mudou no governo da Meloni recentemente. No caso da Alemanha, Portugal, Espanha e a maioria dos países europeus existe limite e muito mais exigências. Você precisa ter avô nascido no país, que não tenha se naturalizado e muitas vezes você passa por uma prova relacionada à cultura do país, além da proficiência no idioma, o que acaba limitando bastante os candidatos à cidadania. No meu caso, tenho bisavós nascidas na Itália e no Uruguai, mas apenas os meus avós tinham ligação com estes países, meus pais e eu mesmo não falo nem o idioma, nem compartilho a cultura. Tenha um pouco dos costumes por parte da família, mas obviamente minha cultura é muito mais brasileira. Eu já tive uma namorada, filha de alemão nato, que não era nem loira, nem branca e nem de olhos claros. Mas entendo a identificação dos descendentes que vivem em cidades pequenas e onde as festividades e a cultura estão muito mais ligadas aos antepassados que imigraram há 200 anos. Mesmo assim, o idioma e os costumes são muito diferentes, apesar da referência e da história. Eu sempre me pergunto se os brasileiros descendentes dos portugueses tivessem identificação com Portugal como isso seria visto atualmente. Mas, novamente, entendo e respeito quem ainda mantém a cultura e os costumes dos antepassados.
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RE: QUE HISTÓRIA É ESSA | O brasileiro e a questão identitária