No começo de 2018, época da alta histórica do mercado de criptomoedas, Mark Zuckerberg publicou um texto citando descentralização, criptografia e criptomoedas como metas de estudo para aquele ano. Era questão de tempo para o Facebook entrar neste mercado também.
Foto: U.Today (Reprodução)
O Facebook raramente fica de fora de alguma tendência no mercado de Internet. Quando o Twitter surgiu com atualizações em tempo real, hashtags e possibilidade de seguir qualquer usuário, tentou comprá-lo oferecendo ações da empresa no negócio. O Twitter negou e o Facebook adotou todas estas funcionalidades. Conseguiu comprar o Instagram e o WhatsApp e tentou comprar o Snapchat, que recusou uma oferta bilionária e teve todos os seus recursos disponibilizados pelos aplicativos de Zuckerberg.
Depois de criticar os pagamentos em criptomoedas por serem muito caros e lentos, o ex-executivo do PayPal e chefe do Messenger David Marcus adiantou que quando estes problemas fossem resolvidos poderiam trabalhar em algo neste sentido.
Apesar das críticas, Marcus já fazia parte do conselho administrativo da Coinbase desde 2017 e só renunciou ao cargo quando passou a integrar o time do Facebook que iria se dedicar à tecnologia blockchain.
Desde então, o Facebook vem conversando com diversas empresas do setor e pouco se sabia sobre o trabalho do grupo até uma reportagem do Bloomberg revelar que entre os planos da companhia estava o lançamento de uma stablecoin que poderia ser utilizada em pagamentos em aplicativos de mensagem como o WhatsApp atuando principalmente em mercados como o indiano, onde milhões de usuários não possuem conta em banco.
A seguir, uma reportagem do New York Times detalhou os esforços de companhias como Facebook e Telegram para lançar uma criptomoeda que seja bem-sucedida onde as demais criptomoedas falharam, a adoção em massa.
Em reportagem recente, o Wall Street Journal confirma que está nos planos do Facebook criar uma forma de pagamento para reduzir as taxas cobradas pelo sistema tradicional e pretende levantar um bilhão de dólares como lastro para o seu projeto que terá sede no Crypto Valley, região que vem concentrando empresas de criptomoedas na Suíça.
E, finalmente, a reportagem da BBC revelou o nome da criptomoeda do Facebook e a provável data de lançamento. A GlobalCoin deverá ser lançada em cerca de uma dúzia de países a partir do primeiro trimestre de 2020.
Muito obrigado pela leitura e até a próxima!
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