O aprendizado é diário, mas vou fazer deste post um memorando para ficar guardado, pois hoje a gratidão é muito grande, mas esta loucura que é ser mãe rende às vezes uma boa dose de arrependimento. Segue lá:
Tempo é sagrado. Aprendi que muitas vezes deitar ao lado de minha filha dormindo e poder vê-la tranquila e descansando, vale muito mais do que meio dia de trabalho.
Crianças não são difíceis, você que não sabe lidar com elas.
Acumular horas de sono não faz bem, mas às vezes é preciso.
Tudo bem ficar um dia sem banho (você ou a criança), mas não passa disso, viu?
Só se conhece o que é o verdadeiro cansaço depois que se tem um filho.
Só conheci o que é preocupação depois que fui mãe.
Só conheci o que é medo depois que fui mãe.
Poder ir no banheiro sem plateia e sem choro na porta é motivo para se glorificar em pé. (Amém?).
Fralda suja é o de menos. Aguenta uma noite inteira de cólica que tu vai dar graças quando o baby faz as necessidades.
A casa não fica limpa e organizada por mais de algumas horas. Querer isso o tempo todo é ilusão.
Você vai valorizar muito mais uma noite bem dormida do que uma madrugada de gandaia em barzinhos.
Tem dias que você não vai estar bem, mas existe alguém que precisa de você o tempo todo, por isso é melhor cuidar de si mesma antes de tudo.
Você descobre que consegue passar boas horas sem comer e nem sente fome, por isso preste mais atenção.
Um bebê é sempre uma surpresa, nada garante que seu filho venha do jeito que você almeja.
As fases passam e descobrimos uma força gigante para superar tudo, mesmo aquela fase do monstrão do Mário, depois que você encontra o macete, passa.
E por fim: paciência, você é muito mais forte do que parece, ok?
Obrigada por ter lido até aqui. Abraços, Carol! <3
Imagem: The Three Ages of Woman, Gustav Klimt - 1905.