IDO, ICO, IEO  - Perspectivas gerais

Com o IDO da LeoFinance no CubFinance, sempre é bom dar uma revisada no que essas siglas representam.

São todas ofertas iniciais de criptoativos, podendo ser emitidos por qualquer um com conhecimento tecnológico hoje em dia. Por isso é importante saber qual pessoa, empresa ou organização está por trás dessas ofertas.

E mais importante, que todas são de alto risco, cuidado com que for investir.

Todos são derivados dos IPO's(Initial Public Offering / Oferta Pública Inicial), que são ofertas públicas na bolsa de partes de empresas, ou seja, suas ações. Existe uma série de regulamentações em cada bolsa de ações para ofertar cotas iniciais. É um mecanismo que capitaliza a empresa para continuar seu planejamento econômico. Ao mesmo tempo abre oportunidades para quem investe no mercado financeiro de valorizar seus investimentos.

Tudo isso em teoria, comprar a oferta inicial em um preço e ter aquele ativo valorizado conforme crescimento do negócio. Na prática nem sempre é assim, e dependendo do caso, o ativo pode desvalorizar. Tem que ter muita atenção ao investir em ofertas iniciais.

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Fonte: Pixabay


- Initial Coin Offering (ICO)
- Initial Exchange Offering (IEO)
- Initial DEX Offering (IDO)


Initial Coin Offering (ICO)

A Oferta Inicial de Moedas/Ativos - ICO foi a primeira modalidade de arrecadação de capital a partir da tecnologia blockchain. Foi preciso a consolidação das redes Bitcoin e Ethereum para dar origem a esse tipo de investimento.

Com contratos inteligentes possibilitados pela rede Ethereum, principalmente a partir do protocolo ECR20, foi um boom de IPO's com as mais diversas propostas.

Participei de vários ICO's na época. Alguns foram bons, mas a maioria não valeu a pena.

Os poucos que deram certo, começaram a perceber que quando saiam as notícias de listagem em grandes exchanges e o IPO logo acabava, quando lançado valorizava rapidamente e logo começavam a vender, com quedas vertiginosas.

Deixou de ser um mecanismo de arrecadação de capital para desenvolvimento tecnológico e empresarial, para virar modalidade com muitas fraudes e de apostas de baleias do mercado.

Com a regulamentação apertando e novas soluções sendo construídas, os ICO's foram sendo deixados de lado. Houve até retorno do interesse de grandes empresas do mercado blockchain em IPO's regulamentados.

Ex: Cardano, EOS, Waves...


Initial Exchange Offering (IEO)

Como um dos grandes problemas do ICO foi a garantia para os investidores, começou a surgir as Ofertas Inicias de Exchanges - IEO.

Com o crescimento exponencial de grandes exchanges pelo mundo, elas mesmas passaram a ofertar esse serviço. Tanto para tokens próprios, quanto para tokens de outros protocolos.

Aqui já tem um terceiro que oferece a garantia do desenvolvimento do projeto, e principalmente as exchanges passam a oferecer essa garantia. Podendo ser exercido por um Fundo de Investimento ou outro terceiros também.

Com o IEO caíram muito as fraudes nesses lançamentos iniciais. Muitas vezes com redes blockchains próprias, as exchanges passam a lançar ecossistemas de investimento e soluções tecnológicas em novos protocolos.

Para quem está oferendo os tokens acaba sendo interessante a base de clientes, liquidez, credibilidade da comunidade. Para exchange maior volume negociado, maior volume de rede, mais taxas arrecadadas...

Continuaram os problemas da grande volatilidade desse tipo de mercado.

Ex: Binance Coin (BNB), Kucoin Token (KSC)...


Initial DEX Offering (IDO)

O paradoxo da descentralização das blockchains é o retorno a centralização, de qualquer forma, quando uma exchange passa a ser garantidor e desenvolvedor do mercado, esse mercado tende a centralizar-se nessas redes.

Parece simples, porém é totalmente o oposto do ideal que funda o ideal da rede Bitcoin. Que visa a descentralização financeira e tecnológica. Que ficou conhecido com os novos protocolos com a sigla DEFI.

Aqui cada ecossistema blockchain está sendo constituída para acesso ao público. A interoperabilidade passa a ser um fundamento da descentralização.

As carteiras centralizadas em exchanges passam a ser risco constante de ataque, e grande parte da comunidade clama pela continuidade da descentralização. Principalmente com cada vez mais aplicativos sendo disponibilizados pelas novas Web 3.0.

As carteiras descentralizadas (DEX) passaram a ser uma busca de desenvolvedores para arrecadação e também para fugir da regulamentação. Como também para não só criptomoedas, mas também abrindo caminho para NFT's. Nas DEX toda uma construcao de backend já é oferecida pela rede utilizada.

Diferente dos ICO's, a ideia é que as IDO's possam aumentar isonomia da rede, com menor poder do emissor dos tokens.

Nas ofertas nas DEX utiliza-se a garantia em tokens na DEX para emitir os novos tokens, com algumas regras fundamentais.

Os IDO's mantém os benefícios de uma clientela, liquidez e até da garantia do valor inicial, já embutido algumas soluções da descentralização. Isso possibilita também a repartição das taxas pelo provedores de liquidez dessas DEX.

Ex: Uniswap, CubFinance-Cakepop, Binance DEX, Polkastarter...


O IDO da CubFinance é muito interessante, acho que podemos até chamar o CakePop de IFO, oferta inicial de token farm.

Até mais!

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